A inclusão dos foragidos Antonio Buscariollo e Paulo Buscariollo na lista de difusão da Interpol representa um avanço decisivo nas investigações e amplia significativamente as possibilidades de localização e prisão dos suspeitos. A avaliação é do delegado responsável pelo caso, Thiago Andrade, que destacou, em vídeo divulgado hoje (terça-feira, 7), a importância da medida para impedir que os investigados escapem da Justiça brasileira.
Segundo o delegado, o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil permitiu reunir elementos suficientes para que os nomes dos suspeitos fossem inseridos nos sistemas da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), tornando-os procurados em âmbito internacional. Com isso, caso deixem o Brasil ou sejam identificados em qualquer um dos 196 países-membros da organização, poderão ser localizados e presos para posterior processo de extradição.
O delegado ressaltou que a inclusão na lista da Interpol é resultado de um trabalho técnico e criterioso realizado pela equipe de investigação. Conforme explicou, a medida representa um importante reforço às diligências já desenvolvidas pelas forças de segurança e reduz significativamente as chances de os investigados permanecerem escondidos em território estrangeiro.
Ele também enfatizou que a cooperação internacional é uma ferramenta essencial no combate à criminalidade organizada e na localização de foragidos de alta periculosidade, especialmente em casos de grande repercussão, como a chacina registrada em Icaraíma.
As investigações continuam em andamento e a Polícia Civil mantém diligências para localizar os suspeitos, além de analisar novas informações que possam contribuir para a elucidação completa do crime. O delegado reforçou ainda que denúncias da população continuam sendo importantes e podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança.
A chacina de Icaraíma causou grande comoção na região Noroeste do Paraná e mobilizou um intenso trabalho das polícias Civil e Militar desde o ocorrido. Com a inclusão dos investigados na lista da Interpol, as autoridades esperam ampliar o cerco aos foragidos e aumentar as chances de que eles sejam capturados, independentemente do país onde estejam, garantindo que respondam judicialmente pelos crimes atribuídos a eles.


