segunda-feira, 21 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Justiça manda Icaraíma devolver dinheiro cobrado irregularmente de famílias pobres na gestão de Marcos Alex

Justiça manda Icaraíma devolver dinheiro cobrado irregularmente de famílias pobres na gestão de Marcos Alex

Decisão definitiva reconheceu cobrança irregular de moradores de baixa renda do distrito de Porto Camargo durante regularização fundiária entre 2019 e 2020

Uma cobrança considerada ilegal pela Justiça e que atingiu justamente famílias de baixa renda agora terá de ser reparada pelos cofres públicos. O Município de Icaraíma foi condenado a devolver valores pagos por moradores do Distrito de Porto Camargo durante um programa de regularização fundiária realizado entre 2019 e 2020, período da gestão do então prefeito Marcos Alex.

A decisão da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) atendeu a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR) em ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de Icaraíma. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso.

O caso envolve moradores que participaram da Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S), modalidade criada justamente para atender famílias de baixa renda e facilitar o acesso legal à propriedade.

Durante o procedimento, entretanto, a administração municipal exigiu que os próprios moradores pagassem despesas relacionadas a medições topográficas e documentação. Os serviços foram executados por uma empresa privada contratada pelo Município.

Foi justamente aí que, segundo a Justiça, ocorreu a ilegalidade.

A legislação federal estabelece que, na Reurb-S, os custos necessários à regularização devem ser suportados pelo Poder Público. Mesmo assim, famílias que buscavam finalmente colocar no papel a propriedade de suas casas e terrenos tiveram de tirar dinheiro do próprio bolso para custear serviços que não deveriam ter sido cobrados delas.

Após a apuração do Ministério Público e a batalha judicial iniciada na Vara da Fazenda Pública de Icaraíma, o TJPR determinou a restituição dos valores.

Agora, a conta retorna ao Município. Os moradores prejudicados deverão receber aquilo que pagaram indevidamente, com correção monetária pelo IPCA-E e juros legais calculados desde a data de cada pagamento.

Para buscar o ressarcimento, cada beneficiário deverá apresentar recibos, notas fiscais, comprovantes bancários ou outros documentos capazes de demonstrar o pagamento e procurar a Defensoria Pública ou um advogado para requerer individualmente o cumprimento da sentença.

Anos depois das cobranças realizadas durante a gestão Marcos Alex, a decisão definitiva transforma uma antiga reivindicação em direito reconhecido judicialmente. Para famílias que pagaram por algo que deveria ter sido garantido pelo Poder Público, não se trata apenas de receber dinheiro de volta: trata-se da reparação de uma cobrança que a Justiça concluiu que jamais deveria ter ocorrido.

Os valores não foram informados pelo Ministério Público.

O Portal Umuarama News deixa o espaço aberto para que a prefeitura ou o ex-prefeito Marcos Alex possa se pronunciar.



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Convite para dançar termina em confusão, roubo de corrente e duas prisões em Umuarama

Um convite para dançar terminou em discussão, empurrões, uma corrente roubada e duas pessoas presas...

Colisão frontal termina em incêndio e deixa três mortos na PR-317, no Paraná

Uma ultrapassagem em um trecho de faixa contínua terminou em uma tragédia devastadora na manhã...

Motorista de 66 anos morre após caminhonete capotar na PR-082 em Cidade Gaúcha

A noite de ontem (domingo, 20) terminou em tragédia na PR-082, em Cidade Gaúcha, no...

Corpo carbonizado encontrado em Goioerê desafia polícia e mantém morte cercada de mistério

Um corpo carbonizado encontrado na noite de ontem (domingo, 20), em Goioerê, transformou-se em um...

Notícias Relacionadas