Uma mulher de 33 anos que possuía medida protetiva contra o ex-companheiro foi morta dentro de casa na madrugada de hoje (terça-feira, 1º), em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí. A filha dela, uma adolescente de 14 anos, tentou intervir durante o ataque e acabou ferida com um golpe de faca na mão. O homem morreu em seguida após atentar contra a própria vida.
As vítimas fatais foram identificadas como Glaucia Pinheiro Martins de Oliveira, de 33 anos, e Cristiano Aparecido de Oliveira, de 45. O caso aconteceu em uma residência na Rua Benedito Goulart, na região do Jardim Universitário.
De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram acionadas por volta das 5h para atender a uma ocorrência de violência doméstica. Quando chegaram ao endereço, os policiais constataram que o homem teria entrado na residência da ex-companheira e a atacado com uma arma branca.

Glaucia sofreu um ferimento grave no pescoço e não resistiu. Durante o ataque, a filha dela tentou intervir para ajudá-la. Conforme as informações policiais, a adolescente foi atingida por um golpe de faca na mão. Ela recebeu atendimento médico e, inicialmente, o ferimento foi considerado sem gravidade.
Após atacar a ex-companheira, Cristiano teria usado a arma contra o próprio pescoço. Ele também morreu no imóvel.
Um detalhe encontrado pelas equipes chamou a atenção durante o atendimento da ocorrência: os corpos de Glaucia e Cristiano estavam abraçados quando foram localizados.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Brigada Comunitária foram mobilizadas, mas as duas mortes foram constatadas no local.

A Polícia Militar informou ainda que Glaucia possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Segundo a corporação, Cristiano havia sido intimado justamente na segunda-feira (31), um dia antes das mortes, em razão de um registro anterior envolvendo o descumprimento da medida.
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos de investigação e perícia. Os corpos foram recolhidos para exames médico-legais.
A principal linha de investigação considera o caso como feminicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil deverá agora reunir depoimentos, resultados periciais e o histórico relacionado à medida protetiva para esclarecer as circunstâncias que antecederam o crime e reconstruir a sequência dos acontecimentos dentro da residência.


