O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, criticou nesta quarta-feira (9), durante sabatina da Jovem Pan News, a incoerência do senador Sergio Moro (PL) ao atacar o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ter apoiado sua indicação para a Corte.
A declaração ocorreu após Dino derrubar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça diante de suspeitas de monitoramento ilícito de integrantes do STF.
Mendonça apontou que ao menos seis relatórios de inteligência da PF foram produzidos tendo-o como alvo entre 3 e 31 de agosto e classificou a situação como de “superlativa gravidade” e “ilicitude”.
Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e ex-filiado ao Partido Comunista do Brasil (PcdoB), determinou a recondução de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Foi nesse contexto que Sandro Alex lembrou a atuação de Moro na indicação de Dino ao STF, em 2023.
“Naquele momento em que ele (Moro) podia combater, ele foi lá e deu o voto para que o Flávio Dino ocupasse essa cadeira tão importante, segundo a imprensa, sabendo que ele era representante de um partido. Ele era do PCdoB e era a figura máxima do PT dentro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
A votação foi secreta e Moro não revelou publicamente como votou. Na época, entretanto, uma conversa registrada no plenário do Senado mostrou um interlocutor orientando o senador a não deixar “vídeo” de que havia votado a favor. O episódio também provocou reação de Deltan Dallagnol, que interpretou a movimentação como indicação de que Moro havia apoiado Dino.
“Então, mesmo ele questionando hoje a decisão do Flávio Dino, não é uma incoerência? Ou ele achava que ele iria fazer o que lá?”, questionou Sandro.
O candidato do PSD também criticou a atuação de Moro contra o STF. Segundo Sandro, o senador grava vídeos para as redes sociais, mas não cobra efetivamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte.
“Então faz vídeo na internet falando, mas quem é que realmente vai cobrar o presidente Alcolumbre? Eu nunca vi o representante aqui do Paraná cobrar o Alcolumbre publicamente para realmente pautar impeachment de ministros”, afirmou.
Sandro disse ainda que já manifestou voto favorável à abertura de processo de impeachment e cobrou uma atuação concreta dos senadores paranaenses. “Eu já deixei o meu voto lá pela coparticipação no processo de impeachment. Agora, a abertura de processo cabe ao Senado”, comentou.
Por fim, ele frisou que a trajetória dos candidatos deve ser avaliada pelas suas ações, e não apenas pelo discurso eleitoral. “A gente não é só o que fala, a gente é o que faz”, concluiu. “Eu tenho uma trajetória de obras, de coerência no Congresso Nacional e trabalhei no governo que levou o Paraná ao posto de quarta maior economia do Brasil”.


