O governador Ratinho Junior (PSD) elevou o tom das críticas contra o ex-juiz e candidato ao Governo do Paraná, Sérgio Moro (União Brasil). Sem mencionar diretamente o nome do adversário no trecho da declaração, fez referências à trajetória de Moro e afirmou que o Paraná não pode ser administrado como instrumento de “vaidade” ou para “alimentar ego”.
“Ser governador é uma lição de vida. Não é para vaidade, não é para alimentar ego”, afirmou Ratinho Junior.
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Na sequência, o governador recordou um dos episódios mais turbulentos da passagem de Moro pelo Ministério da Justiça, durante o governo Jair Bolsonaro. Ratinho mencionou a divulgação de uma mensagem atribuída ao então presidente da República durante entrevista concedida por Moro ao Jornal Nacional, da Rede Globo.
“A cadeira pela vassoura”
Ratinho também atacou o discurso político do adversário ao mencionar a aprovação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF). A referência é ao voto de Moro, senador pelo Paraná, favorável à indicação de Dino para a Corte.
“O Paraná não merece isso”, disparou o governador.
A crítica mais contundente, porém, veio quando Ratinho abordou a relação de Moro com o Estado. O governador lembrou a tentativa do ex-juiz de transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo em 2022, movimento posteriormente barrado pela Justiça Eleitoral.
“O Paraná não merece alguém que optou por outro estado para ser candidato e, quando foi enxotado de lá, voltou para o Paraná. Essa pessoa não ama o Paraná”, declarou.
Ratinho Junior utilizou o episódio para estabelecer uma comparação com o grupo político que atualmente governa o Estado e reforçar a defesa da continuidade do projeto do PSD.
“Nós nunca fizemos do Paraná nossa segunda opção. O Paraná sempre foi a única e exclusiva opção de nossas vidas”, afirmou.
A declaração demonstra que a disputa pelo Palácio Iguaçu tende a ganhar contornos cada vez mais diretos. Ratinho Junior deixa o discurso administrativo em segundo plano e entra no confronto político para questionar não apenas decisões tomadas por Moro ao longo de sua trajetória, mas principalmente a relação do adversário com o Paraná.
A mensagem é clara: para Ratinho, governar o Estado exige mais do que disputar uma eleição — exige demonstrar que o Paraná nunca foi um plano B.


