Duas pessoas foram presas por determinação da Justiça durante a Operação Gomorra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil nesta sexta-feira (11), em Xambrê. As prisões ocorreram em cumprimento a mandados preventivos expedidos pelo Juízo de Garantias do município.
Apesar da confirmação do cumprimento das duas ordens judiciais, os investigadores não divulgaram os nomes das pessoas presas. Por isso, até o momento, não é possível afirmar oficialmente a identidade dos dois investigados que tiveram a prisão preventiva decretada.
A Operação Gomorra apura possíveis crimes de exploração sexual e importunação sexual, além da produção e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo criança ou adolescente. Conforme o Ministério Público do Paraná (MPPR), os elementos reunidos durante as investigações apontam para pelo menos 16 possíveis vítimas.
As apurações evidenciam, em tese, a participação do presidente da Câmara Municipal de Xambrê e do secretário municipal de Cultura nos fatos investigados. O Ministério Público, entretanto, não informou no comunicado oficial se os dois agentes públicos mencionados são as mesmas pessoas alcançadas pelos mandados de prisão preventiva.

Secretário exonerado
No mesmo dia da operação, a Prefeitura de Xambrê determinou a exoneração de Pedro Henrique da Silva Mota do cargo de secretário municipal de Cultura. A medida consta em portaria assinada pelo prefeito e estabelece a exoneração a partir de 11 de setembro de 2026, com efeitos na própria data da publicação. O ato administrativo não informa, no trecho disponibilizado, o motivo da exoneração.
Além dos dois mandados de prisão preventiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal. Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por posse ilegal de munições.

Documentos, anotações e telefones celulares foram apreendidos e serão submetidos a perícia e análise. Esse material poderá fornecer novos elementos para esclarecer a dimensão dos fatos e individualizar possíveis responsabilidades.
A Operação Gomorra nasceu de provas encontradas durante outra investigação. Os indícios surgiram a partir da análise de materiais apreendidos na Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março deste ano.
O Ministério Público classifica a descoberta como “encontro fortuito de provas”, quando indícios relacionados a outros possíveis crimes aparecem durante uma investigação regularmente autorizada. A partir desses elementos, uma nova frente de apuração foi aberta.

A operação desta sexta-feira foi conduzida pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco, em conjunto com a Polícia Civil, por meio da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama.
As investigações prosseguem, especialmente com a análise do material apreendido. Os nomes das duas pessoas presas preventivamente continuam sem divulgação oficial pelos responsáveis pela operação.


