A prevenção à violência doméstica ganhou ontem (15), reforço nas ruas de Cruzeiro do Oeste. Policiais militares da Patrulha Maria da Penha, vinculada ao 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), realizaram uma ação de conscientização que integra a Operação Mulher Segura e busca aproximar a rede de proteção da comunidade.
A mobilização alcançou três pontos de grande movimentação da cidade: a Feira do Produtor, o Parque Municipal e a Academia de Dança Tropa Ray. Durante a atividade, aproximadamente 150 pessoas receberam orientações dos policiais e materiais informativos.
Um dos principais objetivos foi mostrar à população que a violência doméstica não se limita às agressões físicas. As equipes abordaram as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha e explicaram maneiras de identificar situações abusivas, além das medidas que podem ser adotadas para buscar proteção.
A iniciativa também procurou ampliar o acesso à informação. Durante as abordagens, foram distribuídos folders com orientações sobre os serviços especializados existentes, a rede de proteção à mulher e os canais disponíveis para denúncia e atendimento às vítimas.
O trabalho preventivo é considerado uma das ferramentas para interromper ciclos de violência antes que as agressões avancem para situações ainda mais graves. A orientação também pode ajudar familiares, amigos e pessoas próximas a reconhecer sinais de violência e procurar os órgãos responsáveis.
A Patrulha Maria da Penha desenvolve ações voltadas especialmente à proteção de mulheres em situação de violência doméstica, além de atuar na fiscalização e acompanhamento de medidas protetivas, conforme cada situação atendida.
Com a Operação Mulher Segura, a Polícia Militar reforça a presença preventiva e busca levar informação para além dos atendimentos de emergência. Em Cruzeiro do Oeste, a passagem por locais de convivência e grande circulação permitiu que as orientações chegassem diretamente aos moradores.
A ação reforça ainda que informação e denúncia são instrumentos importantes no enfrentamento à violência doméstica e que mulheres submetidas a ameaças ou agressões devem procurar os canais oficiais de atendimento e proteção.


