O governador Ratinho Junior (PSD) se licencia amanhã (quinta-feira, 17) do comando do Governo do Paraná. Ele entrega temporariamente o Palácio Iguaçu ao vice-governador Darci Piana (PSD). A decisão é mais do que uma alteração administrativa. É provavelmente o movimento político mais arriscado de Ratinho desde que escolheu Sandro Alex para disputar a sucessão.
Nas duas semanas finais da campanha, Ratinho deixará de ser apenas o padrinho do candidato do PSD. Ele assume o papel de protagonista da estratégia eleitoral. Na prática, o governador coloca a popularidade, a capacidade de transferência de votos e parte importante do próprio capital político na urna junto com Sandro.
A movimentação, entretanto, não ocorre por acaso. Os levantamentos mais recentes mostram que Sandro Alex avançou e conseguiu entrar efetivamente na disputa pela segunda colocação.
Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 11 de setembro, Sergio Moro (PL) aparece com 35%, Sandro Alex alcança 25%. Já Requião Filho (PDT) registra 21%. No cenário de segundo turno entre Moro e Sandro, o senador aparece com 43% contra 36% do candidato governista. O levantamento ouviu 1.600 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Conforme outro levantamento, do instituto Alfa Inteligência, divulgado no dia 10, também coloca Sandro na segunda posição. Moro tem 39%, Sandro Alex 26% e Requião Filho 20%. Em eventual confronto entre Moro e Sandro, o placar apresentado foi de 45% a 39%.
RATINHO NA RUA
Desde o início de setembro já havia a informação de que o governador pretendia afastar-se temporariamente do cargo para participar integralmente da campanha. De acordo com a avaliação do núcleo governista, é que a presença física ao lado de Sandro pode tornar essa ligação mais visível.
Especialmente nos maiores centros eleitorais. Daniel Vilas Boas, chefe de gabinete do governador, também deve deixar a função para integrar a coordenação da campanha, reforçando a dimensão da operação política montada para a reta final.


