sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Operação do Gaeco apura tortura e cárcere privado de 72 mulheres em clínica de Terra Roxa

Operação do Gaeco apura tortura e cárcere privado de 72 mulheres em clínica de Terra Roxa

Gestor foi preso temporariamente e outro homem acabou detido com armas durante operação do MPPR com apoio do Gaeco de Umuarama

Uma operação do Ministério Público do Paraná revelou graves suspeitas envolvendo uma clínica terapêutica de Terra Roxa, no Oeste do Estado. Castigos, trabalho compulsório, restrição de liberdade e até o uso forçado de medicamentos para deixar pacientes inconscientes estão entre as situações investigadas. Cerca de 72 mulheres permaneciam internadas no estabelecimento, incluindo pessoas com deficiência.

Batizada de Operação Aurora, a ação foi deflagrada na terça-feira (15) pela Promotoria de Justiça da Comarca de Terra Roxa, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

A investigação apura possíveis crimes de tortura, sequestro e cárcere privado. Conforme o MPPR, há indícios de que muitas mulheres eram mantidas na clínica contra a própria vontade e impedidas de deixar o estabelecimento.

Com autorização do Juízo das Garantias da Vara Criminal, as equipes saíram às ruas para cumprir uma série de medidas judiciais. O gestor e proprietário da clínica foi alvo de um mandado de prisão temporária pelo prazo de 30 dias.

Também foram realizadas buscas em cinco endereços, entre eles a própria clínica, residências de investigados e uma propriedade rural, além de veículos. Durante as diligências, outro homem acabou preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições.

O que está sendo investigado dentro do estabelecimento chama atenção pela gravidade. Segundo o Ministério Público, há indícios de um regime disciplinar punitivo, que envolveria castigos, supressão de visitas de familiares e trabalho compulsório.

A investigação identificou ainda, preliminarmente, o possível uso forçado de medicamentos sedativos, chamados dentro da clínica de “Danone”. Conforme a apuração, as substâncias teriam sido utilizadas para provocar a inconsciência das internas.

Também existem relatos de possível omissão de socorro médico e de ameaças para que as mulheres permanecessem em silêncio durante inspeções realizadas por órgãos de fiscalização.

A Justiça autorizou a extração dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos. Celulares e outros materiais recolhidos passam agora por análise e poderão ajudar os investigadores a reconstruir o funcionamento da clínica e identificar eventuais responsabilidades.

A Operação Aurora continua em andamento. As condutas descritas pelo Ministério Público são investigadas e ainda deverão ser submetidas ao devido processo legal, não representando condenação antecipada dos envolvidos.

 



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Câmera de segurança registra batida seguida de capotamento na Av. Paraná, em Umuarama

Uma câmera de segurança registrou uma batida, seguida de um capotamento, na Avenida Paraná, na...

Engavetamento de 12 veículos mata motorista e deixa outros oito feridos na BR-277, na RMC

O engavetamento registrado no km 143 da BR-277, em Balsa Nova, na região metropolitana de Curitiba,...

Salva-vidas de rodeio acusado de esfaquear Bananinha é localizado, levado à 7ª SDP e liberado

O salva-vidas de rodeio Wellington Silva, conhecido como Neguin, de 28 anos, foi localizado durante...

Jovem vítima de homicídio no Parque Dom Pedro está sendo velado em Umuarama

Márcio Halex da Silva Amorim, de 19 anos, está sendo velado na Capela 2 da...

Notícias Relacionadas