quinta-feira, 24 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Saúde perto de casa: Curi defende ampliar atendimento regional para evitar peregrinação de pacientes

Saúde perto de casa: Curi defende ampliar atendimento regional para evitar peregrinação de pacientes

Proposta é buscar recursos federais para fortalecer hospitais regionais, ampliar exames, especialidades e cirurgias no interior e reduzir longos deslocamentos de pacientes

Sair de madrugada, viajar centenas de quilômetros, passar horas na estrada e, muitas vezes, repetir o percurso para realizar um exame, consultar um especialista ou passar por uma cirurgia. Essa ainda é a realidade enfrentada por pacientes que dependem de serviços de saúde disponíveis apenas nos maiores centros. Para Alexandre Curi, candidato ao Senado pelo Republicanos, reduzir essa peregrinação deve estar entre as prioridades do Paraná na busca por recursos federais para a saúde.

A proposta é fortalecer a regionalização do atendimento, ampliando a estrutura dos hospitais do interior e a oferta de exames, consultas especializadas e cirurgias mais perto de onde as pessoas vivem. “Nós avançamos muito na descentralização da saúde no Paraná. Agora precisamos continuar esse trabalho para que o paciente encontre atendimento cada vez mais perto de casa. Quem está doente precisa de tratamento, não passar horas dentro de uma van ou de uma ambulância para conseguir atendimento”, defende Curi.

Atendimento mais perto do paciente

O Paraná está dividido em 22 Regionais de Saúde, organizadas em quatro macrorregiões. Essa estrutura permite planejar os serviços de acordo com as necessidades de cada parte do Estado e estabelecer hospitais de referência para diferentes níveis de atendimento.

A lógica da regionalização é simples: serviços de média complexidade devem estar disponíveis regionalmente, enquanto os procedimentos mais complexos são distribuídos em centros de referência macrorregionais. É justamente esse modelo que Curi defende fortalecer com maior participação de recursos federais. “Não é possível ter todos os procedimentos em todas as cidades. Mas podemos estruturar as regiões para que uma pessoa não precise atravessar o Paraná para conseguir um especialista, fazer um exame ou uma cirurgia que poderia ser realizada muito mais perto da sua casa”, afirma.

Paraná já mostrou que regionalização funciona

A experiência recente das cirurgias eletivas mostra o impacto que a descentralização pode produzir. O Opera Paraná foi estruturado para ampliar a realização de procedimentos em hospitais de diferentes portes e regiões. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram realizadas 786 mil cirurgias eletivas em 2025. Para 2026, o Governo do Estado anunciou mais R$ 650 milhões para o programa.

Entre janeiro e abril deste ano, foram realizados 253.827 procedimentos, média equivalente a uma cirurgia eletiva a cada 40 segundos na rede pública estadual.

Para Curi, o desafio é levar a mesma lógica para outras áreas. “Nós precisamos ampliar esse modelo. É cirurgia mais perto de casa, mas também consulta com especialista, diagnóstico, exames e estrutura hospitalar. Quanto mais resolutiva for a saúde nas regiões, menos o paciente precisa se deslocar para Curitiba ou para os grandes centros”, afirma.

Hospitais regionais precisam ganhar estrutura

O fortalecimento dos hospitais públicos, filantrópicos e Santas Casas do interior é outro ponto considerado essencial. Hoje, o próprio HOSPSUS, programa estadual voltado aos hospitais públicos e filantrópicos que atendem pelo SUS, estabelece como objetivo desenvolver uma rede hospitalar capaz de atender às necessidades da população nas diferentes regiões e diminuir deslocamentos para os grandes centros.

Para Curi, o Governo Federal precisa participar mais desse esforço. Além de defender a revisão da tabela do SUS, pauta que vem apresentando durante a campanha, o candidato pretende buscar recursos para equipamentos, ampliação de hospitais, novas especialidades e aumento da capacidade de atendimento regional. “Não adianta ter um hospital perto da população se ele não tem equipamento, especialista ou capacidade para realizar o procedimento que aquela região precisa. O recurso federal precisa chegar à ponta e ampliar a capacidade desses hospitais”, diz.

Tecnologia também pode encurtar distâncias

A regionalização pode avançar ainda com o uso da tecnologia.

Neste ano, gestores estaduais e municipais já discutiram a ampliação das teleconsultas pelo SUS no Paraná, inclusive com equipamentos previstos por meio do Novo PAC Saúde.

Na avaliação de Curi, a telemedicina pode ser utilizada principalmente para aproximar especialistas de pacientes que vivem em municípios menores, sempre que o atendimento presencial não for indispensável. “Se a tecnologia permite que um especialista atenda ou acompanhe um paciente que está a centenas de quilômetros de distância, precisamos utilizá-la. É menos viagem, menos gasto para a família e mais rapidez no atendimento”, afirma.

Para Curi, regionalizar não significa replicar grandes hospitais em todos os 399 municípios, mas organizar a rede para que cada região tenha capacidade de resolver a maior parte das demandas de sua população.

Casos de alta complexidade continuariam concentrados em centros especializados. Consultas, exames, procedimentos e cirurgias que podem ser descentralizados, porém, devem estar disponíveis cada vez mais perto do paciente. “Quem mora em uma cidade pequena tem o mesmo direito a um atendimento de qualidade de quem vive em Curitiba, Londrina, Maringá ou Cascavel. O CEP não pode determinar a qualidade da saúde que uma pessoa recebe. Quero trabalhar no Senado para trazer recursos e fazer a saúde chegar cada vez mais perto dos paranaenses”, conclui Curi.



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