O destino político de Deltan Dallagnol (Novo) está novamente nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com julgamento que acontece hoje quinta-feira (8), (acompanhe ao vido clicando aqui) os ministros devem decidir sobre o registro da candidatura do ex-procurador ao Senado pelo Paraná. A votação conquistada no domingo (4) permanece condicionada à decisão do colegiado.
Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14%, mas o resultado das urnas não encerrou a disputa judicial. A análise do TSE será determinante para definir se ele poderá assumir a cadeira. O tribunal examina recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que autorizou sua candidatura.
O centro da controvérsia é a saída de Deltan do Ministério Público Federal, no fim de 2021. A discussão envolve a possibilidade de sua exoneração ter ocorrido para evitar consequências de procedimentos disciplinares e uma eventual inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.
Ao permitir a candidatura ao Senado, o TRE-PR considerou o arquivamento posterior dos procedimentos e novos documentos apresentados pela defesa. O entendimento regional, entretanto, voltou a ser questionado no TSE, que já havia analisado as circunstâncias da exoneração em 2023.
Naquele ano, por decisão unânime, a Corte indeferiu o registro de Dallagnol para deputado federal, levando à perda do mandato. Os ministros entenderam que ele havia deixado o cargo de procurador para evitar possíveis punições capazes de impedir sua candidatura. O histórico jurídico voltou a ocupar o centro de sua trajetória eleitoral.
Na reta final da campanha de 2026, a situação sofreu duas mudanças decisivas. No sábado (3), véspera da eleição, o relator Floriano de Azevedo Marques negou individualmente o registro e determinou que os votos fossem considerados nulos. A decisão ameaçou inviabilizar a candidatura antes da abertura das urnas.
Na manhã de domingo (4), porém, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão. A medida permitiu a contabilização dos votos, deixando a palavra final sobre o registro para o plenário. A suspensão não resolveu o mérito da controvérsia.
Agora, a votação expressiva precisa passar pelo crivo judicial. Se o registro for negado, Deltan poderá ter os votos anulados e ficar impedido de assumir o Senado. Caberá à Justiça Eleitoral definir os desdobramentos para o preenchimento da vaga. Até a conclusão do julgamento, seu futuro político segue indefinido.


