Uma negociação que parecia representar a oportunidade de comprar um automóvel terminou em prejuízo de R$ 25 mil para uma mulher de 52 anos, moradora de Cafezal do Sul. A vítima caiu no chamado “golpe do falso intermediário”, uma modalidade de estelionato em que criminosos manipulam compradores e vendedores para desviar o dinheiro de negociações realizadas pela internet.
O caso foi registrado pela Polícia Militar na noite de ontem (27), por volta das 19h, na região central do município. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher encontrou em uma rede social o anúncio de um Hyundai HB20 branco e iniciou as tratativas para adquirir o veículo.
Durante as conversas, um homem que se apresentava como intermediário da negociação informou que o automóvel estava em Mandaguari, também no Paraná. Para convencer a compradora a fechar o negócio rapidamente, alegou que a venda precisava ser concluída com urgência porque a família enfrentava problemas de saúde e necessitava de dinheiro para custear um tratamento.
A história aparentemente convincente, somada à existência real do veículo anunciado, contribuiu para que a vítima acreditasse na negociação.
Carro existia, mas dinheiro foi para o golpista
Para verificar as condições do automóvel, familiares da compradora viajaram até Mandaguari, onde encontraram o Hyundai HB20 e conversaram com seu verdadeiro proprietário. A presença do veículo reforçou a impressão de que a transação era legítima.
Enquanto isso, o suposto intermediário continuava orientando a negociação à distância. Em determinado momento, instruiu a mulher a transferir R$ 25 mil para uma conta vinculada a uma instituição financeira digital.
Acreditando que estava pagando pelo automóvel, a vítima realizou a transferência bancária. Foi então que a negociação se transformou em um pesadelo: assim que recebeu a confirmação do pagamento, o golpista interrompeu as conversas e bloqueou todos os contatos.
Desconfiados, os familiares procuraram diretamente o verdadeiro proprietário do HB20. Nesse momento, descobriram que ele anunciava o carro por um valor superior ao negociado pelo criminoso e não tinha conhecimento de qualquer pagamento realizado pela compradora.
A constatação revelou que o dinheiro havia sido encaminhado a uma conta indicada pelo estelionatário, sem qualquer participação do vendedor legítimo.
Polícia orienta vítima e investiga fraude
Após tomar conhecimento da ocorrência, a Polícia Militar orientou a mulher a entrar imediatamente em contato com a instituição bancária para solicitar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento utilizado em situações de fraude envolvendo transferências via Pix.
Os policiais também recomendaram a preservação de mensagens, comprovantes de pagamento e demais registros digitais que possam auxiliar na identificação do responsável.
O boletim de ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Iporã, responsável pelas investigações.
O episódio reforça a importância de desconfiar de intermediários desconhecidos, especialmente quando há pressão para concluir rapidamente uma negociação. Antes de transferir qualquer quantia, a orientação é confirmar diretamente com o proprietário do veículo os dados bancários e as condições da venda.


