domingo, 1 novembro 2026
UMUARAMA/PR

MP aponta tentativa de homicídio qualificado em atropelamento que deixou quatro feridos em Francisco Alves

MP aponta tentativa de homicídio qualificado em atropelamento que deixou quatro feridos em Francisco Alves

Motorista de Ford Fusion, suspeito de dirigir embriagado e realizar manobra perigosa, teve prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público. Entre as vítimas está uma criança de 1 ano.

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça do Plantão Judiciário de Umuarama, manifestou-se neste domingo (1º) pela conversão da prisão em flagrante em preventiva de Ualisson Renan Almeida, investigado pelo grave atropelamento ocorrido na noite de sábado (31), em Francisco Alves, no noroeste do Paraná.

Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público entendeu que a conduta do investigado se enquadra, em tese, no crime de tentativa de homicídio qualificado, e não apenas em lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, como inicialmente registrado pela autoridade policial.

Motorista teria realizado manobra perigosa em alta velocidade

Conforme os autos do processo nº 0002538-34.2026.8.16.0094, o atropelamento ocorreu por volta das 22h10, na Avenida Leão Gondim de Oliveira, na região central de Francisco Alves.

Segundo a investigação, o motorista conduzia um Ford Fusion branco em alta velocidade quando tentou realizar uma manobra conhecida como “cavalo de pau”. Ele perdeu o controle da direção, atingiu dois veículos estacionados e atropelou quatro pessoas que estavam sentadas nas proximidades.

O impacto provocou ferimentos de extrema gravidade, incluindo amputações, além de danos materiais.

Suspeito apresentava sinais de embriaguez

De acordo com o Ministério Público, o investigado foi encontrado dentro do automóvel apresentando sinais de alteração da capacidade psicomotora, como sonolência, olhos avermelhados e fala desconexa.

Encaminhado à delegacia, ele recusou o teste do bafômetro. Entretanto, os policiais elaboraram um termo de constatação dos sinais de embriaguez.

O motorista recebeu voz de prisão em flagrante, e a autoridade policial não arbitrou fiança.

Ministério Público pede prisão preventiva

Na manifestação assinada pelo promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva Santos, o MPPR sustentou que estão presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.

A Promotoria destacou a gravidade das circunstâncias do atropelamento, especialmente a combinação de indícios de embriaguez, velocidade elevada e realização de manobra perigosa em uma região central onde havia pessoas.

Para o Ministério Público, a conduta deve ser analisada sob a perspectiva de tentativa de homicídio qualificado, prevista no artigo 121, § 2º, inciso IV, combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal.

A manifestação ministerial representa um pedido à Justiça e não significa que a prisão preventiva já tenha sido decretada ou que o investigado tenha sido condenado. A decisão sobre a manutenção da prisão cabe ao Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação, e a classificação jurídica dos fatos poderá ser reavaliada ao longo do processo.



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