quarta-feira, 28 outubro 2026
UMUARAMA/PR

PF indicia Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas por suspeita de fraudes bilionárias no caso Banco Master

PF indicia Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas por suspeita de fraudes bilionárias no caso Banco Master

Relatório encaminhado ao STF aponta suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Ex-presidente do BRB e ex-sócio de Vorcaro estão entre os 15 indiciados.

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira (28 de outubro), o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outras 14 pessoas no âmbito das investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Entre os indiciados estão Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O relatório parcial, com mais de 700 páginas, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a investigação, Vorcaro teria liderado uma organização criminosa responsável por operações financeiras irregulares, envolvendo carteiras de crédito e mecanismos de captação de recursos. A PF aponta que ele centralizava decisões estratégicas e coordenava a atuação de outros integrantes do grupo.

As apurações também identificaram suspeitas de irregularidades na negociação de carteiras de crédito entre as instituições e na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. O relatório menciona ainda indícios de possíveis pagamentos de propina por meio da transferência de imóveis.

De acordo com a Polícia Federal, as operações investigadas provocaram prejuízos já reconhecidos de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Os investigadores também apuram a utilização de créditos sem lastro e possíveis falhas nos mecanismos de fiscalização das transações.
Além dos indiciamentos, a PF solicitou ao STF a prorrogação das investigações por mais 60 dias, para concluir perícias pendentes, aprofundar diligências e apresentar um relatório complementar.

O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá avaliar os elementos reunidos e decidir sobre a eventual apresentação de denúncia.

O indiciamento não representa condenação. Os investigados permanecem amparados pela presunção de inocência, e eventual responsabilização criminal dependerá da análise judicial.

Com informações de GloboNews, Agência Brasil e CNN Brasil.



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