Uma situação de violência dentro da própria família terminou com um homem de 31 anos preso pela Polícia Militar, ontem (domingo, 1º), no bairro Zona Cinco, em Umuarama. Visivelmente embriagado e apresentando comportamento agressivo, ele é acusado de ameaçar e ofender a própria mãe, impedir que ela entrasse na residência e agredir o padrasto com socos.
A ocorrência foi atendida por uma equipe do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), após um pedido de socorro feito pela moradora à central de emergência. O atendimento foi registrado por volta das 17h30.
Segundo as informações repassadas pela corporação, o homem estava bastante alterado quando passou a dirigir ofensas verbais contra a mãe. Além das agressões psicológicas, ele teria impedido a mulher de entrar na própria casa, transformando o ambiente familiar em um cenário de intimidação e medo.
A violência também atingiu o padrasto do suspeito. Durante o desentendimento, o homem desferiu socos contra ele, provocando lesões em um dos braços.
Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada para conter o comportamento agressivo e impedir que o conflito tivesse consequências ainda mais graves.
AMEAÇAS DIANTE DOS PMs
Mesmo com a chegada da equipe policial, o suspeito não se acalmou. Conforme o boletim de ocorrência, ele permaneceu bastante alterado e continuou fazendo ameaças contra a mãe enquanto era abordado e conduzido até a viatura.
Em razão da resistência comportamental e da necessidade de preservar a integridade física dos envolvidos, os policiais utilizaram algemas durante a contenção, seguindo os critérios legais estabelecidos para esse procedimento.
A mãe e o padrasto manifestaram interesse em responsabilizar criminalmente o agressor pelas ameaças, ofensas e agressões sofridas.
Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, onde ficou à disposição da autoridade policial para os procedimentos cabíveis.
A ocorrência evidencia uma realidade preocupante: a violência doméstica também pode envolver agressões de filhos contra os próprios pais e outros familiares, transformando o espaço que deveria representar segurança e acolhimento em um ambiente de ameaças e sofrimento.
A Polícia Civil deverá dar prosseguimento aos procedimentos legais para apurar as responsabilidades do suspeito.


