Um paciente que permanece internado no Hospital Uopeccan de Umuarama, com suspeita de estar infectado com Monkeypox, a doença conhecida como varíola dos macacos, recebeu diagnóstico negativo do Lacen (Laboratório Central) na tarde da quinta-feira, 21. O resultado dos exames foi repassado ao Hospital, simultaneamente à Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama e também para o departamento de Vigilância Sanitária Municipal.
O secretário de Saúde, Herison Cleik, recebeu o comunicado ontem à tarde e ressaltou que ficou aliviado com a negativa para a doença.
“Foi coletada amostra e enviado ao Lacen, o resultado deu negativo. Apesar dessa boa informação, vamos manter a comunicação à população sobre as medidas a serem tomadas a fim de garantir a segurança de todos para eventuais novos casos que possam vir a surgir na cidade. Temos preparada uma estratégia, além de todo o planejamento. Estamos preparados se acaso tiver mais um caso suspeito no município”, salientou.
De acordo com a assessoria de comunicação da Uopeccan, o paciente, que é de São Paulo e estava em passeio na cidade de Douradina quando apresentou os sintomas e foi encaminhado para Umuarama para tratamento, mesmo tendo apresentado diagnóstico negativo para Monkeypox, segue internado ocupando um leito de enfermaria para tratamento de outras doenças.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já havia descartado na terça-feira (19) a possibilidade de que outro paciente internado em Umuarama estivesse com varíola do macaco. O homem, que é morador de Xambrê, também recebeu resultado negativo para monkeypox após as amostras coletadas terem sido encaminhadas ao Lacen e, de lá, para o Instituto Butantan, em São Paulo.
Os casos de Monkeypox já contavam até na quarta-feira (20) com 10 diagnósticos positivos, todos registrados em Curitiba e todos os pacientes são homens, com idades entre 25 e 38 anos e possuem histórico de viagem ou contato com caso confirmado. “A transmissão dessa varíola se dá por fluidos corporais – saliva e relações sexuais, por exemplo. Pode-se também ser contaminado pelo contato direto com as lesões e com materiais contaminados, como roupas de cama e objetos de uso pessoal”, explica o secretário de Saúde de Umuarama.
Ele ressalta que a varíola do macaco é uma doença viral e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas, além de esclarecer que a infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. “Há vários relatos de casos em que as erupções começam nas partes íntimas. Vale ressaltar que os principais sintomas, além das lesões na pele, envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatias (doenças nos gânglios linfáticos), calafrios e fadiga”, resume.
O secretário acrescenta que a porta de entrada para tratamento dessa infecção pode ser pela unidade básica de saúde ou no Pronto Atendimento. “Nossas equipes estão preparadas para poder atender da melhor maneira possível todos os cidadãos”, finaliza.


