sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Justiça manda soltar casal preso por suspeita de manter mulher como escrava por 15 anos

Justiça manda soltar casal preso por suspeita de manter mulher como escrava por 15 anos

Segundo a polícia, a vítima não podia sair de casa sozinha e nem ter contato com a família. Decisão prevê pagamento de fiança de R$ 9.370.

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Imagem ilustrativa

Justiça mandou soltar o homem e a mulher, de 55 e 60 anos, suspeitos de manter uma mulher de 35 anos como escrava em Ipiranga, na região dos Campos Gerais do Paraná. A decisão, da tarde desta sexta-feira (7), determina o pagamento de fiança de R$ 9.370. Os dois devem deixar a cadeia ainda nesta sexta.

De acordo com o delegado Guilherme Luiz Dias, responsável pelo caso, a vítima foi contratada como empregada há 17 anos. “Ela não recebia havia mais de 15 anos pelos serviços que prestava”, explicou.

O casal foi preso na noite de quinta-feira (6) e, em seguida, foi encaminhado para a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, na mesma região do estado, porque não há carceragem na delegacia de Ipiranga.

A vítima foi levada de volta para a família.

A Justiça determinou a liberdade provisória mediante pagamento de fiança e o cumprimento de algumas medidas restritivas, até o julgamento. Eles não podem se aproximar e nem manter contato com a vítima, precisam comparecer uma vez por mês em Juízo e não podem se mudar e nem sair da Comarca por mais de 8 dias.

O que diz a defesa

O advogado do casal, Luiz Carlos Silveira, acredita que, assim que os dois forem ouvidos, devem ser liberados da suspeita.

“Não vejo elementos que indiquem trabalho escravo porque é uma questão técnica que vamos reservar para discutir na fase judicial”, declarou.

Segundo Silveira, os dois foram apanhados de surpresa e tinham a suposta vítima como se fosse uma pessoa da família.

“Ela [a suposta vítima] não estava presa, não estava sendo forçada a trabalho. Ela trabalhava para eles e inicialmente tinha carteira de trabalho assinada. Depois, eles criaram um vínculo, ela vivia com eles, mas não com essa condição de trabalho análogo a escravo porque ela tinha liberdade, não era presa. Poderia sair da casa a hora que quisesse”, relatou.

O advogado disse, ainda, que a mulher trabalhava no salão como manicure autônoma e recebia o pagamento diretamente dos clientes. “Ela estava lá de livre e espontânea vontade”, afirmou Silveira.

“Eu ainda não ouvi a história completa deles, eles ficaram espantados de como foi gerar essa situação”, finalizou o advogado.

Fonte: G1

Entenda o caso: http://Casal é preso suspeito de manter mulher como escrava por 15 anos



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