sexta-feira, 18 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Contas de criança e de idosa morta receberam dinheiro desviado da UFPR

Contas de criança e de idosa morta receberam dinheiro desviado da UFPR

ufpr

Um menino de nove anos e uma idosa de 81 anos que já morreu estão entre os titulares de contas bancárias que receberam dinheiro desviado da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A fraude no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa é investigada pela Operação Research. De acordo com as investigações, nos últimos anos, foram desviados pelo menos R$ 7,3 milhões da instituição.

As investigações ainda mostram que eram feitos pagamentos sistemáticos, mensalmente, a pessoas que não têm qualquer vínculo com a UFPR, seja como professores, servidores ou alunos.

Foi constatado também que grande parte dos beneficiários sequer possui curso superior, tendo sido verificado, ainda, que a maioria possui profissões como cabeleireiro, motorista de caminhão, cozinheiro e outras atividades que não exigem qualificação superior.

A Polícia Federal (PF) chegou a expedir mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) contra o menino e a idosa, mas, diante das circunstância, requereu o recolhimento das duas ordens judiciais.

Fases

A 1ª fase da Operação Research foi deflagrada em 15 de fevereiro; 28 pessoas foram presas temporariamente.

Dois dias depois, 26 delas foram soltas. De acordo com o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, tudo o que se pretendia esclarecer em relação a elas havia sido feito e, portanto, não havia justificativa para que elas seguissem presas.

Porém, a secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, e a chefe do setor de Orçamento e Finanças do mesmo setor, Conceição Abadia de Abreu Mendonça, apontadas como as principais responsáveis pelo desvio milionário, continuam presas.

A princípio, o mandado de prisão era temporário. No entanto, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, decretou a prisão preventiva de ambas, que é por tempo indeterminado.

De acordo com as investigações, os beneficiários do esquema de desvio dos recursos públicos faziam parte do “círculo de amizades” de Tânia e de Conceição. O advogado da maioria dos suspeitos, Marlon Bizoni Furtado, chegou a dizer que os clientes eram “laranjas”.

Já a 2ª fase da operação foi deflagrada no dia 3 de março, com mais cinco presos. À época da segunda fase, o esquema foi detalhado como “uma espécie de empresa criminosa familiar” por Josegrei da Silva.

A 3ª e mais recente fase foi deflagrada no dia 31 de março. A etapa tinha como objetivo rastrear o destino dos recursos públicos creditados nas contas dos falsos bolsistas, identificando outros possíveis beneficiários.

Fonte: G1



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Salva-vidas de rodeio acusado de esfaquear Bananinha é localizado, levado à 7ª SDP e liberado

O salva-vidas de rodeio Wellington Silva, conhecido como Neguin, de 28 anos, foi localizado durante...

Câmera de segurança registra batida seguida de capotamento na Av. Paraná, em Umuarama

Uma câmera de segurança registrou uma batida, seguida de um capotamento, na Avenida Paraná, na...

Salva-vidas de rodeio é preso após esfaqueamento de palhaço por causa de chapéu em Icaraíma

Um salva-vidas de rodeio de 28 anos foi preso durante a madrugada de hoje (sexta-feira,...

Casal abastece o carro, engana funcionários e foge de posto de combustível em Umuarama

Um casal é suspeito de aplicar um golpe em um posto de combustível na Zona...

Notícias Relacionadas