sexta-feira, 18 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Empresa em que aluna de medicina diz ter sofrido golpe de quase R$ 1 milhão é de Umuarama

Empresa em que aluna de medicina diz ter sofrido golpe de quase R$ 1 milhão é de Umuarama

Suspeita de desviar quase R$ 1 milhão do fundo de formatura da turma de medicina da Universidade de São Paulo (USP), a aluna Alicia Dudy Müller Veiga alega ter sido vítima de um golpe da corretora de investimentos Sentinel Bank. A empresa com sede em Umuarama, especializada em comprar ações na Bolsa de Valores, prometia devolver rendimentos de até 6,4% ao mês.

O Sentinel Bank já se envolveu em diversas outras polêmicas. A Operação Traders, da Polícia Federal (PF), cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da empresa em Umuarama em julho de 2021. Relembre aqui.

A suspeita é de que o Sentinel Bank captou R$ 200 milhões de investidores. O processo corre sob sigilo da Justiça.  No decorrer da Operação Traders, o Sentinel, que não realizava repasse aos seus investidores, teve seus bens bloqueados.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também já publicou um alerta ao mercado informando que o Sentinel não tinha autorização para intermediar esse tipo de ação.

Além diso, o Sentinel Bank também já foi acionado na Justiça 158 vezes, com acusações de pessoas que investiram com a corretora e nunca chegaram a receber nenhum tipo de rendimento. No site “Reclame Aqui” do Sentinel Bank, outras duas pessoas disseram ter investido na corretora e não terem recebido o dinheiro.

E-Investidor tentou entrar em contato com o Sentinel Bank, mas o número encontra-se fora de operação e o site não está em funcionamento.

Entenda o caso

A universitária de 25 anos é investigada sob a suspeita de ter desviado R$ 927 mil do fundo de formatura dos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A formatura é bancada com dinheiro arrecadado pelos alunos.

A defesa da aluna é de que ela teria sido vítima de um golpe de R$ 800 mil da corretora Sentinel Bank. O restante vindo da comissão de formatura teria sido usado em advogados para reaver o dinheiro. No total, 110 alunos teriam sido afetados pelo desvio. A formatura, a colação de grau e o baile dos formandos estavam previstos para serem realizados no início de 2024.

Em nota conjunta, os alunos da USP informaram que no dia 6 de janeiro tomaram conhecimento que a aluna “retirou, sem o conhecimento e consentimento de qualquer outro membro da comissão, um montante totalizando aproximadamente R$ 927 mil“.

De acordo com a polícia, a estudante também é investigada por aplicar um golpe em uma casa lotérica na Vila Mariana, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Na ocasião, a jovem realizava apostas de altos valores por meio de transferência via Pix.

Um inquérito foi aberto em julho do ano passado sob a acusação de que ela “teria deixado um prejuízo de R$192.908,47 após ter feito o agendamento do valor via Pix, sem pagar efetivamente pelas apostas que realizou”, diz a nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Na ocasião, a estudante teria solicitado R$ 891,5 mil em apostas.

(Estadão/E-Investidor)



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