O vídeo do pequeno ladrão ganhou as redes sociais e chama a atenção pela cena incomum: um macaco-prego furta uma garrafa de caldo de cana e bebe todo o suco.
O caso aconteceu no último sábado (9), em Maringá. As “vítimas” do roubo filmaram toda a situação e publicaram nas redes sociais, onde alcançaram quase 5 milhões visualizações (até o momento da publicação desta reportagem). Nas imagens é possível ver o momento que a jovem Julia Visintini está no meio da rua com uma garrafa de caldo de cana e um coco verde nas mãos.
Logo em seguida o macaco se aproxima dela e sobe no carro, onde ela coloca a garrafa. O animal pega o item e foge em direção ao Bosque II, Horto Florestal de Maringá – área proibida aos humanos, onde vivem diversos animais silvestres.
Em entrevista, Julia comentou que teve medo de ser atacada. “Eles começaram avançar e eu correndo em volta do carro. Minha mãe achou que se ele visse que era líquido, e não comida, eles iriam embora. Mas quando ele viu, endoidou. Aí, por isso, soltei. Porque ele ia avançar em mim”, relata.
A recomendação da Prefeitura é para que a população não alimente os animais silvestres, justamente, para não criar o hábito de ingerir alimentos que não façam parte da dieta natural. Entretanto, nesta situação, Julia e a mãe, Renatha Visintini, preferiram entregar a bebida para evitar um possível ataque.
Outro vídeo mostra o macaco bebendo o caldo de cana em cima de um poste de madeira, para não ser alcançado.
“No final ele furou a tampa e bebeu, não sei se dividiu com os amigos, mas ele bebeu bastante”, conclui.
Bosque II – Maringá
O parque está localizado entre a Avenida Itororó e a Avenida Nóbrega e possui uma extensão de 47,6 hectares, sendo esse fechado para visitação.
Todo o espaço conta com a presença de animais selvagens de vida livre, principalmente os macacos-prego (Sapajus nigritus), além de contar com uma ATI (Academia da Terceira Idade) e pista de caminhada, ambos ambientes externos ao parque.
Alimentar animais silvestres
Os animais que vivem livres no Bosque são silvestres, protegidos por leis e decretos, seguindo o processo natural da cadeia alimentar. Quando alimentados pela população com produtos que não têm acesso na natureza, podem ter hábitos modificados e, assim, o risco de sobrevivência aumenta.
Alimentar os animais silvestres também pode ocasionar o aumento exagerado de determinada espécie, causando um desequilibro para a fauna do local.


