A Justiça do Paraná condenou quatro réus denunciados pelo Ministério Público (MPPR) envolvidos na Operação Metástase, deflagrada no ano de 2021, em Umuarama para investigar desvios de recursos públicos na área da saúde no município. O então presidente e administrador do Hospital Norospar, Pedro Ruiz, “Pedrinho”, foi condenado em duas sentenças, sendo a primeira a 11 anos, 9 meses e 25 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado e a segunda a pouco mais de 5 anos.
Além do pagamento de 245 dias-multa, pelos crimes de peculato (praticado 34 vezes) e lavagem de capitais. Os outros dois foram condenados a 9 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 231 dias-multa, também pela prática de peculato (34 vezes). Os três foram sentenciados ainda ao pagamento de indenização no valor mínimo de R$ 748.526,72.
Deflagrada em junho de 2021, a Operação Metástase foi executada pelo MPPR por meio do núcleo de Umuarama do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e pelo núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação visou desarticular organização criminosa responsável por desvios de recursos públicos na área da saúde em Umuarama e resultou no ajuizamento de oito ações penais.
Condenações – A primeira sentença condenou três réus, incluindo o então presidente e administrador do Hospital e Maternidade Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná), que terá que cumprir pena de 11 anos, 9 meses e 25 dias de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de 245 dias-multa, pelos crimes de peculato (praticado 34 vezes) e lavagem de capitais.
Os outros dois foram condenados a 9 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 231 dias-multa, também pela prática de peculato (34 vezes). Os três foram sentenciados ainda ao pagamento de indenização no valor mínimo de R$ 748.526,72.
A segunda sentença condenou dois réus, entre eles, novamente o então presidente da Associação, ao cumprimento de outros 5 anos e 3 meses de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de 112 dias-multa, pela prática do crime de peculato, por duas vezes.
Em nota o Hospital Norospar informou que passou por uma reestruturação e que não mantém nenhum vínculo com os administradores envolvidos.
Umuarama, 06 de maio de 2024.
“A Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná, mantenedora do Hospital Norospar, passou por auditoria e reestruturação em sua diretoria e administração após os eventos questionados. Esclarecemos que, atualmente, não mantemos qualquer vínculo ou contato com os administradores anteriores envolvidos nas circunstâncias que levaram à Operação Metástase.
Estamos comprometidos com a integridade e transparência em todas as nossas atividades.
Para mais informações, estamos à disposição da imprensa.
Atenciosamente,”
DIRETORIA DA NOROSPAR


