Policiais militares do BPFRON realizaram a apreensão de 115 máquinas mineradoras de criptomoedas na tarde desta quinta-feira (13), em Umuarama, durante a Operação Protetor.
Os militares foram solicitados para apoio após pedido da Ficco – Foz do Iguaçu (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), para que abordassem um caminhão vindo de Guaíra. A suspeita é de que ele estivessa transportando drogas.

As máquinas foram localizadas na carroceria do veículo e o prejuízo estimado, foi avaliado em aproximadamente R$ 570.000,00 (Quinhentos e setenda mil reais).
O caminhão era ocupado por um casal de 33 e 43 anos, eles foram qualificados e liberados no local.

Saiba o que é uma Máquina de Criptomoedas e para que serve a Mineração
Uma das atividades cruciais no universo das criptomoedas é a mineração. Para a operação ser feita, os mineradores precisam de um conjunto de equipamentos, entre os quais, uma máquina de criptomoedas.
Basicamente, uma máquina de criptomoedas é um computador com configurações específicas de hardware e recursos digitais que o tornam capaz de executar as atividades de mineração de criptoativos. Sua capacidade de processamento garante a agilidade e a velocidade necessárias para validar as operações com rapidez e receber a recompensa do blockchain.
Mineração de Criptomoedas
Se o dinheiro em papel é impresso por instituições como a Casa da Moeda, o processo de “confecção” de criptomoedas é chamado de mineração.
A mineração de criptomoedas está envolvida no chamado blockchain, sistema base para os criptoativos. O blockchain é formado por pedaços de códigos (os blocos), que ficam ligados entre si (a rede).
É nesses blocos que ficam registradas informações, como os dados de transações de Alan de Genaro, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que o processo de mineração envolve “verificar se a informação apresentada em um desses blocos é verdadeira ou não”.
Como funciona a mineração de criptomoedas?
A mineração de criptomoedas funciona como um processo para validar e incluir novas transações no blockchain, que é um banco de dados público que registra o histórico de movimentações dos usuários.
Caso ela seja verdadeira, o bloco é incorporado à rede e ganha um código de criptografia.
Para acessar um bloco da rede, para, por exemplo, roubar informações, é preciso desvendar a criptografia de todos os blocos anteriores, daí a sua segurança.
“Os mineradores são validadores das informações, porque não tem um ente regulatório que diz que uma pessoa tem x dinheiro na conta, ou se pode transferir x dinheiro para outra pessoa”, diz o professor.
Feito o processo de validação das informações, as transações envolvendo criptomoedas podem ser realizadas. Como forma de pagamento pelo trabalho, o minerador recebe criptomoedas que estavam armazenadas, e que passam a circular no mercado.
A mineração também é responsável por colocar mais moedas digitais em circulação, seguindo as regras de cada protocolo.


