sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Governo do Estado reforça policiamento em Terra Roxa, após invasão indígena

Governo do Estado reforça policiamento em Terra Roxa, após invasão indígena

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, participa de uma reunião nesta quarta-feira 17 na cidade sobre a situação.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública vai reforçar o policiamento em Terra Roxa, na região Oeste do Estado. Nos últimos dias houve invasão a uma propriedade privada e protestos em relação a conflitos fundiários. A fazenda fica próxima a uma área demarcada de responsabilidade da União.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, participa de uma reunião nesta quarta-feira (17) na cidade sobre a situação. O encontro deve reunir também representantes da Funai, Incra, Justiça Federal, Polícia Federal, Batalhão de Fronteira, Prefeitura de Terra Roxa, Ministério Público, sociedade civil e outros órgãos que estão debruçados na questão.

“Eu tenho certeza que vamos resolver isso com muito diálogo, com muita negociação. Existe uma tensão evidente na região. A responsabilidade da área não é do Estado, mas o governador Ratinho Junior determinou um reforço no policiamento para que não tenhamos nenhum episódio de violência”, afirmou Teixeira.

Nesta terça-feira (16) houve um protesto solicitando o fim da invasão da fazenda. A Polícia Militar já está trabalhando para assegurar a segurança da região.

Em protesto pacífico, agricultores pedem o fim de invasões em propriedades rurais de Terra Roxa e Guaíra

Nesta terça-feira (16), um grande grupo de agricultores se reuniu na rodovia PR-496, que liga o município de Terra Roxa ao trevo da BR-272, na região onde uma fazenda foi invadida a poucos dias.

Desde a manhã os agricultores estão mobilizados em um protesto pacífico contra o ato de invasão que ocorreu por parte dos indígenas de Guaíra e inclusive de outros países como Paraguai e Argentina, no dia 7 de julho.

Diversas equipes policiais foram ao local para garantir a segurança. Não há registro de conflito até o momento.

Por outro lado, o líder indígena Okaju Karai, da tekoha Guasu Guavirá alega que o território, ocupado por povos da etnia Avá-Guarani, está sob ataque de fazendeiros desde o dia 13 de julho. “Estão rondando as aldeias que estão agora todas praticamente acuadas tanto pela Polícia e pelos fazendeiros também”, relatou.

Os indígenas reivindicam direito a 36 mil hectares de terra nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, no Paraná.

Na última segunda-feira (15), foram acionados Ministérios, Secretarias, além de outros órgãos da Justiça para assegurar os direitos indígenas na região. Entre os órgãos, estão o Ministérios dos Povos Indígenas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a FUNAI.

No ofício encaminhado às autoridades, foi solicitado reforço da Força Nacional na região e a criação de uma Comissão Permanente para acompanhar eventuais conflitos em Guaíra.

Os indígenas Avá-Guarani ocupam há uma semana a Aldeia Fazenda Brilhante, em Terra Roxa. Já em Guaíra, a área de retomada fica na região da Pedreira, chamada de Aldeia de Taturi.

No Paraná, o Ministério Público, a Secretaria de Segurança Pública, a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, a Procuradoria-Geral do Estado, a Defensoria Pública da União, a Comissão de Soluções Fundiárias do TJPR, o Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de justiça de Proteção aos Direitos Humanos, além das Prefeituras de Guaíra e Terra Roxa, foram acionados.

Uma equipe com membros do Ministério dos Povos Indígenas, da Funai e do Ministério dos Direitos Humanos se desloca nesta terça-feira até a região em conflito.



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