Conforme apurado, a mulher gastou cerca de R$ 10 mil com manutenção, documentação, licenciamento e processo de transferência do carro. Apesar disso, a empresa determinou condições para que ela permanecesse com o prêmio, como seguir como colaboradora por um ano e bater metas, que incluía organizar campanhas de doação.
“Imagina você ganhar algo e ter a obrigação de todos os dias se cobrar, se avaliar e gastar em nome de uma empresa para manter algo que você ganhou, absurdo”, lamentou Larissa.
Ela informou que tentou negociar o reembolso dos custos que teve, mas não conseguiu e ainda foi demitida da empresa em 10 de abril.
“Para piorar, pegaram o carro sem a minha autorização, mesmo com o documento em transferência para o meu nome. Juridicamente tentei um acordo com total boa fé com a empresa, mas eles se negam em solucionar o caso sem me humilhar ainda mais”, disse a jovem nas redes sociais.
Os advogados de Larissa informaram que ela não vai se manifestar além do que já foi publicado nas redes sociais.
A Quadri Contabilidade informou que Larissa aderiu aos termos e condições estabelecidos no regulamento do sorteio, que “previa requisitos para a efetiva transferência da titularidade do veículo, programada para 13 de dezembro de 2025”.
Segundo a empresa, os requisitos eram: manter vínculo empregatício por um período mínimo de 12 meses na data da transferência; atingir metas trimestrais estabelecidas; assumir a responsabilidade integral por todas as despesas inerentes ao veículo durante o período em que este permanecesse sob sua posse.
Ainda em nota, a Quadri afirmou que a ex-funcionária comunicou sobre os problemas mecânicos e os custos de manutenção após quatro meses de posse do veículo. Desta forma, a empresa se prontificou a investigar a situação.
✅ Regras para manter o prêmio (carro):
- Manter vínculo empregatício por no mínimo 12 meses até a data da transferência oficial do veículo, programada para 13 de dezembro de 2025;
- Atingir metas trimestrais, entre elas organizar campanhas de doação;
- Arcar com todas as despesas do veículo durante o período em que estivesse sob sua posse, como: Manutenção, documentação, licenciamento e transferência
Segundo a Quadri, durante a tratativa interna foi descoberto que Larissa “estava utilizando o veículo para locação a terceiros, em flagrante desrespeito a uma das cláusulas expressas do regulamento do sorteio”. Por isso, a jovem foi desclassificada e perdeu o direito ao prêmio.
“Após ter ciência da referida locação do veículo, as partes concordaram que não havia mais ambiente para a continuidade da funcionária na empresa, sendo que o desligamento da Sra. Larissa foi formalizado e todas as suas verbas rescisórias foram devidamente quitadas”.
❌ Motivo da desclassificação:
- A empresa informou que descobriu que Larissa alugou o veículo para terceiros, o que violava uma cláusula expressa do regulamento do sorteio
- Isso foi considerado um descumprimento direto das regras, resultando na perda do direito ao prêmio e no desligamento da funcionária, com pagamento das verbas rescisórias.
Também em nota, a Quadri lamentou que a ex-funcionária usou as redes sociais para publicar sobre o caso em “uma versão distorcida dos acontecimentos”. Segundo a empresa, o episódio gerou uma série de comentários ofensivos direcionados tanto à empresa quanto ao seu sócio e respectivos familiares, “causando-lhes significativo transtorno psicológico”.
A Quadri disse ainda que buscou contato com o advogado de Larissa para propor o pagamento integral do valor do veículo. “Em contrapartida, a empresa solicitou apenas que a ex-funcionária publicasse, na mesma rede social, uma nota de esclarecimento com a veracidade dos fatos. Contudo, a Sra. Larissa recusou-se a cooperar e não se dispôs a publicar a referida nota”.
No posicionamento, a empresa também lamentou a postura da jovem e enfatizou que o carro “jamais pertenceu à Sra. Larissa, constituindo-se um bem da empresa sorteado sob condições específicas, as quais não foram integralmente cumpridas pela ex-funcionária”.