sábado, 24 outubro 2026
UMUARAMA/PR

Saiba causa da morte de policial militar e esposa encontrados em banheira de motel

Saiba causa da morte de policial militar e esposa encontrados em banheira de motel

Além da água que chegou a 50ºC, aquecedor do ambiente estava ligado e também marcava temperatura elevada.

O policial militar Jeferson Luiz Sagaz e a esposa dele, Ana Carolina, morreram em um motel em São José, na Grande Florianópolis (SC), após uma combinação entre a concentração de álcool e drogas com a imersão em água aquecida. Segundo a polícia, a temperatura da água da banheira onde foram encontrados chegou a atingir 50ºC.

O casal foi encontrado morto na banheira de um motel entre a noite do dia 11 e a madrugada do dia 12 de agosto deste ano. À época do caso, familiares publicaram pedidos de ajuda em busca de informações sobre o paradeiro do casal, já que eles haviam desaparecido um dia antes.

Segundo o delegado Felipe Simão Gomes, além da água, o aquecedor do ambiente estava ligado e também marcava temperatura elevada. “Essas duas circunstâncias, associadas às substâncias encontradas nos corpos, fizeram a polícia chegar na conclusão que a causa foi morte súbita e não decorrente da intervenção de terceiros”, afirmou o Simões.

Durante as investigações foram ouvidas oito pessoas, sendo familiares e pessoas próximas ao casal. Segundo a perita-geral da Polícia Científica, Andressa Boer, foram produzidos 16 laudos periciais para as investigações serem concluídas.

Intoxicação exógena

As investigações apontam que o PM e a esposa morreram por intoxicação exógena. A condição, portanto, favoreceu um processo de intermação — quando há um aumento anormal da temperatura corporal interna devido ao calor — e provocou desidratação intensa e colapso térmico no casal.

“Esses óbitos aconteceram por conta de condições multifatoriais, tanto por conta do comportamento tóxico, porque foram encontradas concentrações de cocaína e etanol, quanto por conta do fator físico, que foi a imersão na água aquecida, que agiram de forma sinérgica e culminaram nas mortes”, concluiu a Polícia Civil.

O diretor de Medicina Legal, Fernando Oliva da Fonseca, disse que a situação acontece quando uma pessoa fica presa em um local muito quente, sem ventilação.

À época do caso, a Polícia Civil e a Polícia Científica de Santa Catarina estiveram no local do ocorrido, onde encontraram os corpos sem sinais aparentes de violência.

Ana era proprietária de uma esmalteria e Jefferson era policial militar. Os dois eram naturais de Santa Catarina e deixaram uma filha. Nas investigações, foi constatado que Jefferson estava de folga no dia da morte e que nenhuma das circunstâncias apresentadas indicaram relação com o serviço militar.



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