quinta-feira, 17 setembro 2026
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Conta de luz fica 20,51% mais cara para consumidores da Copel no Paraná

Conta de luz fica 20,51% mais cara para consumidores da Copel no Paraná

Reajuste aprovado pela Aneel passa a valer para mais de 5,3 milhões de unidades consumidoras e poderia ter chegado a quase 29%.

Os consumidores atendidos pela Copel no Paraná começaram a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta terça-feira (24). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma revisão tarifária periódica que resultou em aumento médio de 20,51% nas contas de luz, impactando cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras em todo o estado.

O reajuste atinge residências, comércios, propriedades rurais e indústrias e ficou bem acima da inflação projetada para o ano. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2026 em torno de 4,9%, a elevação da tarifa de energia supera esse percentual em mais de quatro vezes.

Para os consumidores do grupo de baixa tensão, que engloba a maioria das residências e pequenos estabelecimentos comerciais, o aumento médio será de 19,85%. Já para os consumidores de alta tensão, como grandes indústrias, a elevação média chega a 21,87%.

Na prática, uma família que pagava R$ 200 mensais passará a desembolsar aproximadamente R$ 240. Já uma conta de R$ 300 poderá chegar a cerca de R$ 360.

Segundo a Copel, a revisão tarifária reconhece os investimentos realizados pela distribuidora nos últimos cinco anos e estabelece uma Base de Remuneração Regulatória líquida de R$ 19,9 bilhões. A empresa destaca que a maior parte da tarifa é composta pela chamada Parcela A, que reúne custos de compra de energia, transmissão e encargos setoriais, valores que não permanecem com a concessionária.

Esses custos somam R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 5 bilhões destinados à compra de energia, R$ 4,6 bilhões em encargos setoriais e R$ 2,44 bilhões relacionados à transmissão.

A atualização da Parcela A e dos componentes financeiros representou impacto de 20,19 pontos percentuais na revisão tarifária. Já a atualização da Parcela B, destinada à remuneração dos investimentos e cobertura dos custos operacionais da distribuidora, acrescentou 8,58 pontos percentuais.

Sem um mecanismo de alívio autorizado pela Aneel, o aumento poderia ter sido ainda maior. A agência reguladora aprovou o diferimento tarifário, que adia parte dos custos para os próximos anos. Com isso, cerca de R$ 1,1 bilhão deixaram de ser cobrados imediatamente dos consumidores.

De acordo com o relator do processo, diretor Fernando Mosna, sem esse mecanismo o reajuste médio teria alcançado 28,77%. O diferimento tarifário gerou uma redução de 8,26 pontos percentuais no cálculo final, amenizando o impacto imediato para os paranaenses.

A revisão tarifária periódica ocorre em ciclos definidos pela Aneel e difere do reajuste anual das distribuidoras. O processo avalia custos, investimentos e índices de eficiência da concessionária, estabelecendo os parâmetros que influenciarão as tarifas cobradas dos consumidores nos anos seguintes.



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