segunda-feira, 28 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Jornalista cobra espaço para bolsonaristas e coloca os gastos de Sergio Moro sob pressão

Jornalista cobra espaço para bolsonaristas e coloca os gastos de Sergio Moro sob pressão

Em vídeo no Facebook, candidato questiona a distribuição de recursos e a contratação de agência que também presta serviços à campanha de Rosângela Moro

O jornalista Oswaldo Eustáquio publicou em sua página no Facebook, uma crítica à condução da campanha de Sergio Moro ao Governo do Paraná. Na descrição do vídeo, ele afirma que Moro “descartou bolsonaristas no Paraná” e contratou uma empresa cujo capital social seria cem vezes menor que o valor gasto em 30 dias. Na postagem, Eustáquio também questiona a lógica de concentrar recursos enquanto outros candidatos enfrentam dificuldades para financiar suas campanhas.

A cobrança atinge uma contradição política que Moro terá de explicar aos aliados: qual espaço os candidatos ligados ao bolsonarismo ocupam em sua estratégia e como o dinheiro da campanha está sendo distribuído? Eustáquio aponta a diferença entre o custo da estrutura montada pelo candidato ao governo e a escassez relatada por concorrentes a vagas legislativas.

Os números disponíveis dão peso ao debate sobre prioridades, embora não confirmem os valores apresentados na postagem. Até 25 de setembro, a campanha de Moro havia recebido cerca de R$ 11,3 milhões em recursos partidários. Entre as despesas divulgadas estava R$ 1,38 milhão contratado com a Yari Estratégias em Marketing. A empresa, aberta em 1991, tem capital social cadastrado de R$ 30 mil e também aparecia como fornecedora da campanha de Rosângela Moro, com R$ 450 mil contratados.

Assista ao vídeo:

A diferença entre o capital social da agência e os contratos chama a atenção e justifica perguntas sobre os serviços, os valores e sua execução. Ela, por si só, não comprova irregularidade. Tampouco os dados consultados sustentam a afirmação de que Rosângela recebeu R$ 11 milhões e gastou R$ 3 milhões com a Yari.

Há outras duas correções relevantes para o leitor: Eustáquio registrou candidatura a deputado federal pelo União Brasil, enquanto Rosângela Moro concorre a deputada federal pelo PL, não ao Senado. A campanha dela recebeu R$ 2,6 milhões do partido, segundo dados parciais da prestação de contas divulgados no início de setembro.

A crítica de Eustáquio permanece politicamente incômoda mesmo com os números corrigidos. Se Moro busca o apoio do eleitorado bolsonarista, precisa responder por que um candidato identificado com esse campo diz que seus aliados estão sendo deixados sem recursos. E, diante de contratos milionários de campanha, deve explicar com clareza o que foi contratado e entregue. São respostas que interessam a todo eleitor, independentemente de sua preferência política.

 



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