segunda-feira, 28 setembro 2026
UMUARAMA/PR

“O discurso não é maior que o trabalho”, diz Alexandre Curi em sabatina do Bem Paraná

“O discurso não é maior que o trabalho”, diz Alexandre Curi em sabatina do Bem Paraná

Candidato ao Senado afirmou que eleitor está valorizando entregas e serviço prestado e defendeu que o Brasil conheça um Paraná marcado pelo diálogo entre os poderes e pela prioridade às políticas públicas

Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (28), durante sabatina do Bem Paraná, que o eleitor está dando cada vez mais peso ao trabalho realizado na hora de decidir o voto. Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e candidato ao Senado, Curi relacionou o desempenho de sua candidatura à trajetória construída nos municípios e às entregas realizadas ao longo da vida pública. “As pessoas estão decidindo o voto através do trabalho. As pessoas entenderam que o discurso não é maior que o trabalho. Que aqueles que falam bonito não impressionam. Os que impressionam são aqueles que têm capacidade de tirar grandes projetos do papel”, afirmou.

Na entrevista, que encerrou a série de sabatinas do Bem Paraná com os candidatos ao Senado, Curi apresentou propostas para saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, além de abordar temas nacionais, como a relação entre os poderes e mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal.

Trabalho como cartão de visitas

Ao defender que a experiência administrativa é um dos pilares de sua candidatura, Curi citou medidas adotadas na Assembleia Legislativa. Segundo ele, a Casa saiu da sétima posição no ranking de transparência para conquistar o Selo Diamante e chegar ao nível máximo de transparência. Também destacou a economia de recursos do Legislativo e a destinação de R$ 622 milhões economizados em 2025 para ações nos municípios, como hospitais, creches e pavimentação. “Eu não estou aqui pedindo nenhum aplauso, é obrigação. Mas eu fico muito feliz de ver o processo eleitoral com as pessoas engajadas, mas principalmente valorizando quem tem trabalho, quem tem serviço prestado pelo seu Estado”, declarou.

Curi também voltou a defender maior presença política do Paraná em Brasília. Para ele, a atuação de um senador não deve se limitar à votação de projetos e à fiscalização, mas incluir a defesa direta dos interesses do Estado junto ao Governo Federal e às agências reguladoras. “É função do senador defender o Estado, sim. Não vou estar lá isolando, vou estar lá fiscalizando, vou estar lá combatendo, mas vou estar lá defendendo o Estado. O senador é o representante do Estado como ente federativo”, disse.

Saúde, educação e fronteiras

Questionado sobre os principais problemas do Paraná que dependem de Brasília, Curi apontou três áreas prioritárias: saúde, educação municipal e segurança nas regiões de fronteira.

Na saúde, voltou a defender a revisão da tabela do SUS destinada aos hospitais filantrópicos e Santas Casas. Segundo o candidato, essas instituições concentram 75% dos procedimentos de alta complexidade e 50% dos atendimentos realizados no Estado e enfrentam dificuldades porque os valores federais pagos por diversos procedimentos estão defasados.

Na educação, defendeu maior participação da União nos investimentos destinados aos municípios paranaenses, especialmente para escolas, CMEIs e creches. “O Paraná tem que ser valorizado”, afirmou ao comparar os investimentos federais destinados ao Estado com os recebidos por outras unidades da Federação.

Na segurança, destacou a necessidade de investimentos federais nas fronteiras, integração entre as forças policiais, tecnologia e maior estrutura de órgãos como a Receita Federal. Também defendeu tratamento diferenciado para Foz do Iguaçu diante das características da tríplice fronteira e da demanda de brasileiros que vivem no Paraguai e utilizam serviços públicos no município.

Ferroeste entre as prioridades

Outro tema abordado foi a infraestrutura ferroviária. Curi classificou os investimentos na Ferroeste como uma das principais necessidades estruturais do Paraná para os próximos anos.

Segundo ele, será necessária uma articulação com o Governo Federal para integrar os trechos ferroviários, estruturar uma nova concessão e garantir investimentos em ligações estratégicas. O candidato citou ainda gargalos na Serra da Esperança e na Serra do Mar e afirmou que o crescimento econômico e a expansão das cooperativas exigem infraestrutura capaz de acompanhar o aumento da produção.

“Um crescimento econômico de 5% tem que ser acompanhado de infraestrutura. E infraestrutura nas rodovias e de ferrovia. Para tirar os caminhões é investimento em ferrovia e não há outra forma”, disse.

“Qual é o Paraná que o Brasil ainda não conhece?”

Na reta final da entrevista, Curi foi questionado sobre qual Paraná, retratado pelo slogan “Menos Brasília, Mais Paraná”, o restante do Brasil ainda não conhece.

A resposta sintetizou uma das principais mensagens apresentadas por ele durante a sabatina. “O Paraná que dá exemplo da pacificação dos poderes, o Paraná que priorizou políticas públicas e saltou do sétimo lugar para a melhor educação do Brasil e da América Latina, o Paraná que descentralizou a saúde e o Paraná que deu um exemplo de que essa pauta ideológica radical não resolve o problema das pessoas”, respondeu.

Curi afirmou que o modelo que pretende levar a Brasília está baseado no diálogo institucional e na concentração dos esforços do poder público em problemas concretos da população. “Nós sentamos na mesma mesa e colocamos o Paraná em primeiro lugar”, afirmou. Para ele, o avanço de políticas públicas depende também da capacidade de diálogo entre instituições: “Onde há paz e harmonia, existe prosperidade. O Brasil precisa voltar a ter paz, precisa voltar a debater”.

Ao encerrar a entrevista, Curi voltou a relacionar essa proposta à busca por maior protagonismo do Estado no Senado. “O nosso Estado é muito grande, é muito forte, não pode ficar mais oito anos sem protagonismo, sem força no Senado”, concluiu.



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Identificado idoso que foi espancado até a morte por ladrões de celular no Bosque dos Xetá em Umuarama

José de Paula Guimarães, de 81 anos, morreu após ser encontrado com graves ferimentos na...

Idoso espancado no Bosque do Índio durante roubo de celular apresenta morte encefálica

Vítima de 81 anos sofreu gravíssimo traumatismo craniano após possível agressão; celular desapareceu e caso é investigado pela polícia em Umuarama

Morre em Maringá o advogado Antonio Mossurunga Moraes Filho, o Ico Mossurunga

O advogado Antonio Mossurunga Moraes Filho, conhecido como Ico Mossurunga, morreu no Hospital São Marcos,...

TRE condena Giuliano Turetta por pesquisa eleitoral irregular e aplica multa de R$ 53,2 mil

O que começou nas redes sociais com a mensagem de que o candidato estaria em...

Notícias Relacionadas