quinta-feira, 15 outubro 2026
UMUARAMA/PR

Justiça Eleitoral determina investigação da PF sobre publicações de deputada do PT contra Flávio Bolsonaro

Justiça Eleitoral determina investigação da PF sobre publicações de deputada do PT contra Flávio Bolsonaro

Decisão foi tomada após denúncia apresentada pela defesa do candidato do PL; investigação apurará suspeitas de divulgação de informações falsas envolvendo Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral.

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, nesta quarta-feira (14), a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar suspeitas de divulgação de informações falsas atribuídas à deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), em publicações contra Flávio Bolsonaro (PL) relacionadas a Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral de 2026.

A decisão foi proferida pela 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, após uma notícia-crime apresentada pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou favoravelmente à instauração da investigação, considerando necessária a produção de novas provas para esclarecer as circunstâncias das publicações.

O caso envolve a suspeita de violação do artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação de fatos sabidamente inverídicos em propaganda eleitoral, capazes de influenciar o eleitorado.

Polícia Federal deverá apurar publicações

Conforme o despacho judicial relatado, o procedimento será encaminhado à Polícia Federal em Divinópolis, que ficará responsável pela coleta de informações e pela realização das diligências necessárias.

O magistrado também determinou que a empresa X Brasil Internet preserve os registros digitais relacionados às publicações investigadas, referentes ao período entre 24 de setembro e 8 de outubro de 2026.

A preservação desses dados busca garantir que eventuais provas digitais permaneçam disponíveis para análise durante a investigação.

Justiça não impõe restrições a novas publicações

Apesar de autorizar a abertura do inquérito, a Justiça Eleitoral não determinou restrições gerais às manifestações da parlamentar sobre a disputa presidencial.

O pedido para limitar futuras publicações de Ana Elisa Santos Silva sobre os candidatos e o processo eleitoral foi considerado genérico e indeterminado pelo Ministério Público Eleitoral. O entendimento foi acolhido pelo juiz responsável pelo caso.

Dessa forma, a parlamentar permanece livre para se manifestar politicamente, respeitados os limites previstos na legislação eleitoral.

Processo deixa de tramitar sob sigilo

Outra medida determinada pelo magistrado foi a retirada do segredo de Justiça do processo. A restrição de acesso foi mantida apenas em relação a um documento pessoal apresentado pelo autor da notícia-crime.

O juiz também ordenou o encaminhamento de cópias dos autos à Procuradoria-Geral Eleitoral, para conhecimento e eventual adoção de outras providências.

A abertura do inquérito não representa uma condenação ou comprovação de irregularidade. Caberá à Polícia Federal reunir os elementos necessários para verificar se houve prática de crime eleitoral.

Em manifestação divulgada à imprensa, a assessoria de Ana Elisa afirmou que a parlamentar considera a ação mais uma tentativa de silenciá-la e que pretende se pronunciar após ter acesso ao inquérito. Já Flávio Bolsonaro nega defender qualquer mudança no título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida.

Fontes: UOL, Metrópoles e O Tempo, com informações publicadas em 14 de outubro de 2026.


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