Um furto de fiação elétrica na Igreja São José Operário, localizada na Avenida Manaus, em Umuarama, terminou com dois homens presos ontem (27). O que chamou a atenção dos investigadores foi o valor pelo qual o material furtado teria sido vendido: apenas R$ 60. O crime foi esclarecido pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial, que identificou tanto o suspeito do furto quanto o responsável pela compra dos fios.
A investigação começou após a Polícia Civil tomar conhecimento do desaparecimento da fiação elétrica da igreja. Os agentes analisaram imagens de câmeras de monitoramento e ouviram testemunhas para reconstruir a ação criminosa e identificar o responsável.
Com as informações reunidas, os policiais localizaram um homem de 38 anos, identificado pelas iniciais E. B. S. N. Durante a abordagem, segundo a Polícia Civil, ele confessou ter furtado os fios e revelou o destino do material.
O suspeito contou que havia vendido a fiação a um ferro-velho localizado na Estrada Canelinha, em Umuarama, recebendo R$ 60 pela negociação.

Fiação encontrada em ferro-velho
De posse dessas informações, os investigadores seguiram até o estabelecimento indicado pelo suspeito. No local, encontraram o proprietário, um idoso de 74 anos, identificado pelas iniciais E. B. C.
Questionado pelos policiais, o comerciante confirmou ter adquirido os fios e apresentou o material comprado. Ao todo, foram recuperados aproximadamente 3,7 quilos de fios de cobre, que já estavam descascados, sem a proteção plástica.
Diante das evidências reunidas, os policiais deram voz de prisão ao homem de 38 anos pelo crime de furto qualificado. O proprietário do ferro-velho também recebeu voz de prisão, suspeito de receptação.
Os dois homens foram encaminhados à sede da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, juntamente com a fiação recuperada, para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária.
A Polícia Civil informou que ambos permaneceram custodiados e à disposição da Justiça.
O caso evidencia a importância das imagens de monitoramento e dos depoimentos de testemunhas para o esclarecimento de crimes patrimoniais. Também chama a atenção para a comercialização de materiais furtados, prática que pode alimentar novos delitos e provocar prejuízos a estabelecimentos e instituições da cidade.


