Uma madrugada de violência e medo terminou com um jovem de 21 anos ferido e com prejuízos materiais em Douradina, no Noroeste do Paraná. Ele denunciou ter sido agredido duas vezes pelo mesmo homem, que, além de golpeá-lo na cabeça com um capacete, teria destruído seu telefone celular e sacado um canivete durante a confusão.
O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (2), na região central da cidade, mas foi comunicado à Polícia Militar por volta das 17h09, quando a vítima compareceu ao destacamento policial para registrar a ocorrência.
Segundo o relato, o jovem estava em um estabelecimento comercial quando foi surpreendido por um homem aparentemente embriagado. Sem que a motivação fosse esclarecida, o suspeito teria agarrado a vítima pelo pescoço, dando início à primeira agressão.
Frequentadores perceberam a situação e intervieram, conseguindo separar os envolvidos. Entretanto, o conflito estava longe de terminar.
Pouco depois, a aproximadamente três quadras do estabelecimento, o jovem foi novamente interceptado pelo mesmo homem. Desta vez, segundo a denúncia, o agressor utilizou um capacete para desferir um golpe violento contra sua cabeça.
Com o impacto e a confusão, a motocicleta da vítima caiu, e seu capacete acabou quebrado. O suspeito ainda teria tentado atingir novamente o pescoço do rapaz.
Durante a agressão, o telefone celular do jovem caiu no chão e foi danificado após receber um chute do autor.
A situação ficou ainda mais preocupante quando o suspeito sacou um canivete. Diante da ameaça, a vítima conseguiu se desvencilhar e deixar o local, contando com a intervenção de uma terceira pessoa para interromper o confronto.
O jovem procurou atendimento médico e apresentou à Polícia Militar um prontuário confirmando escoriações na região do rosto e um hematoma na mandíbula, ferimentos compatíveis com a violência relatada.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal, dano e ameaça. O boletim foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Icaraíma, responsável pela adoção das medidas investigativas cabíveis.
As circunstâncias e a motivação das agressões deverão ser apuradas pela Polícia Civil.


