
Dois guardas municipais de Curitiba foram detidos por usurpação da função pública no começo da tarde desta quarta-feira (21) em frente à chácara de Rafael Greca, candidato do PMN à prefeitura da capital. De acordo com o setor jurídico da coligação Curitiba Inovação e Amor, que representa Greca, a detenção aconteceu na cidade de Piraquara, na região metropolitana, e os guardas já vinham rondando a residência há pelo menos dois dias. Em depoimento, os guardas alegaram que estavam investigando o desaparecimento das 12 obras de arte originalmente pertencentes à Casa Klemtz, sumiço que foi revelado por reportagem da Folha de São Paulo nesta terça-feira (20).
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Piraquara, os suspeitos estavam com dois veículos da Cotrans, empresa que presta serviço para a Prefeitura de Curitiba, e duas armas pertencentes à Guarda Municipal.

Advogado da coligação Curitiba Inovação e Amor, Walber Agra, disse que o fato é muito grave e mostra uma utilização da máquina pública para constranger um candidato. “É um nível deprimente e que remete a volta da política dos coronéis. É uma coação descabida e desmedida. Nossa coligação vem com pesar expor essa situação”, afirmou.
Segundo a reportagem da Folha, a Fundação Cultural de Curitiba tem a suspeita de que parte desse acervo estivesse na chácara de Greca. A suspeita nasceu da comparação dos itens desaparecidos com fotos publicadas pelo próprio candidato do PMN nas redes sociais. Os três móveis que estariam desaparecidos seriam uma cristaleira e dois lavatórios, sendo um deles do século 19.
Sobre os objetos, Agra afirmou que um deles é tombado pelo patrimônio histórico e outro está no Salão Brasil da Prefeitura. O terceiro objeto não foi citado.
Nesta quarta, o prefeito e candidato à reeleição Gustavo Fruet (PDT) disse que determinou abertura de sindicância, mas que a suspeita vai muito além da coincidência. “Pedi uma perícia, afinal realmente podem existir bens que coincidentemente tem imagens semelhantes. É uma situação relevante e que vai terminar no Ministério Público”, disse.
A Delegacia de Piraquara informou que ambos os guardas assinaram termo circunstanciado e foram liberados. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, que informou que não irá se pronunciar, uma vez que os guardas estavam fora de horário de serviço e sem viatura ou farda da Guarda. Um deles ainda estaria de licença.
Fonte: Banda B


