Em comparação aos 15 primeiros dias do mês de dezembro, o número de casos ativos de covid-19 em Curitiba, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (25), caiu pela metade. No dia sete de dezembro eram mais de 14 mil pessoas com potencial de transmitir o vírus, agora são 7207. Com isso, a Prefeitura de Curitiba pode nas próximas semanas voltar a bandeira amarela, com a reabertura de atividades como shoppings e mercados aos domingos.
O diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Alcides de Oliveria, afirmou que a queda no número de casos ativos se deu por uma conscientização da população. “Chegamos a ter mais de 1,2 mil casos por dia e hoje estamos na faixa de 400 a 500. A conscientização da população foi fundamental, além das medidas restritiva como a bandeira laranja, bem como o toque de recolher estadual após as 23h”, disse em entrevista à Banda B na manhã desta terça-feira (26).
Com a redução no número de casos, também influenciada pelas férias no mês de janeiro, o diretor não descarta a retomada da bandeira amarela, mas teme por um efeito sanfona. “Com números mais estabilizados, é possível até ocorrer uma mudança na bandeira nas próximas semanas, com estabelecimentos retomando ao ritmo normal. É possível que isso aconteça, mas não se deve achar que mudando para bandeira amarela está tudo normal e liberado. Porque se for feito um relaxamento total, aí você vai ter que fechar de novo”, ponderou.
Vida normal só com vacina
Alcides de Oliveira destacou que vida normal só com a vacinação em massa, a qual não acredita que acontecerá no primeiro semestre. “O grande problema da questão vacina hoje é o número de doses ofertadas. O Ministério da Saúde ficou para trás na aquisição de doses, já que não chegou a todos os públicos, e com isso vai demorar mais tempo para o controle da doença. Talvez em seis meses a gente tenha alguma estabilidade. No Brasil, como um todo, o ritmo de vacinação neste primeiro semestre ainda será pequeno. Precisamos da produção nacional, na Fio Cruz e no Buntantan”, explicou.
Por fim, o diretor do Centro de Epidemiologia confirmou temer por novas ondas causadas por cepas mais transmissíveis, como aconteceu em Manaus e na Europa. “São Paulo já vem tendo um aumento de casos e Minas Gerais também. Não se deve baixar a guarda, porque o cuidado deverá continuar por todo o ano de 2021. Quando você relaxa, a doença vem com tudo”, concluiu.
Divulgação Banda B


