O atual cenário da Covid-19 no Paraná e no Brasil é alarmante e o número de mortes bate recorde a cada dia. Com leitos de UTI lotados e enfermaria com 90% de ocupação na 12°Regional de Saúde, começaram a faltar medicamentos nos hospitais. Mais 10 leitos foram abertos no Hospital Uopeccan de Umuarama, sendo sei leitos de UTI e quatro de enfermaria, mas já estão ocupados.
Sete óbitos em decorrência da covid-19 foram registrados pela 12° Regional de Saúde neste sábado (13).
A falta de medicamentos para manutenção dos pacientes intubados nas UTIs e nos Prontos Atendimentos preocupam os médicos, pois não há fornecedores suficiente para tanta demanda.
Segundo a chefe da 12° Regional de Saúde, Viviane Herrera, a situação é crítica, “não temos mais como agir frente a insistência da população em não respeitar as medidas restritivas. É preciso consciência. É preciso parar a disseminação do vírus. Muitas pessoas morrerão nas próximas semanas”, alertou.
De acordo com especialistas a variação do vírus com um poder de contaminação muito maior, mais agressivo e letal.
Recentemente em uma reunião com autoridades paranaenses, Rangel da Silva, presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), ofereceu um panorama da situação dos hospitais. Ele fez um apelo, dizendo que além do colapso no número de leitos, os hospitais podem sofrem um colapso financeiro. “O sistema de saúde do Paraná já está em colapso e todos sabemos disso. Está próximo de não conseguir mais ser ampliado. Faltam equipamentos, não temos mais suporte para oxigênio. O custo também é elevado. Os materiais aumentaram muito de preço. A emergência e a assistência precisam de ajuda. Os hospitais estão perto do colapso financeiro. Se não nos organizarmos, vamos perder para o vírus. Precisamos estar pelo menos uns cinco dias à frente do vírus, mas estamos um mês atrás”, afirmou.



