
O motorista responsável pelo atropelamento de um grupo de ciclistas na BR-277 no sábado (8), que causou a morte do engenheiro Eduardo Antonio, de 42 anos, saiu da cadeia na terça-feira (11), às 20 horas. A libertação, três dias após a prisão, foi determinada pela 2ª Vara Criminal. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Thatiana Guzella, não chegou a ser arbitrada fiança e a decisão da libertação foi da Justiça. “Não tenho os detalhes das razões do motorista ter sido libertado. Foi cumprida uma ordem judicial, mas imagino que a Justiça tenha levado em conta o fato dele não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e estar em tratamento médico, tomando medicamentos”, disse a delegada.
O motorista estava preso desde o dia do acidente na cadeia pública, que fica junto com a Delegacia de São José dos Pinhais, Na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi para a casa e vai responder o processo em liberdade. O acusado fez o teste de alcoolemia e foi preso em flagrante por dirigir embriagado. A Justiça vai decidir se ele vai responder por homicídio doloso ou culposo, com ou sem intenção de matar. O condutor estava com 0,5 mg/L de álcool no sangue, o que caracteriza a embriaguez. Ele é viúvo, tem três filhos – um deles é especial – e mora no bairro Cajuru, em Curitiba.
Segundo a delegada, o inquérito deve ser concluído nos próximos dias. “Estou aguardando a perícia para saber a velocidade do carro no momento do atropelamento e também devo ouvir outras testemunhas, inclusive o filho do acusado. Nos próximos dias o inquérito deve ser concluído”, afirmou.
O acidente
O acidente aconteceu na manhã de sábado (8) na BR-277 quando o motorista de um Corsa invadiu o acostamento, no sentido Curitiba, onde os ciclistas pedalavam. Eduardo Antonio chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu. Outros dois colegas ficaram feridos – um recebeu alta médica e o outro permanece no hospital.

Na terça-feira (11), a esposa de Eduardo disse que o marido seguia todas as regras de trânsito. Gláucia Regina Martins chorou durante a entrevista coletiva, na sede da Federação Paranaense de Triatlon, no bairro Mercês, em Curitiba. Ela lamentou a ausência do marido e leu uma carta redigida por ela. “Eu agradeço a oportunidade de falar, é uma situação muito difícil, ninguém merece passar por isso. Meu marido foi a pessoa mais correta, honesta e responsável que eu já conheci em todo esse planeta. Ele sempre fez tudo da forma correta. Há seis anos, quando ele começou a praticar, comprou uma bicicleta para nossa filha e a primeira coisa que ele fez foi comprar um capacete. Ele seguia muito as regras. Eu nunca vi meu marido desobedecer uma regra de trânsito e ver acontecer o que aconteceu com ele, ser atropelado dessa forma é muito triste”, se emocionou.
Fonte: Banda B
Assista aos vídeos do local do acidente abaixo:


