
A família de duas vítimas mortas pelo guarda municipal de Londrina, no norte do Paraná, entrou com uma ação na Justiça, nesta quinta-feira (29), pedindo indenização de R$ 10 milhões à prefeitura da cidade, por danos morais.
Valdir Siena, de 58 anos, e Vitor Reis, de 17 anos, eram pai e filho de uma ex-namorada de Ricardo Leandro Felippe e morreram após serem baleados, em abril deste ano. Outras três pessoas da família ficaram feridas na ação.
O guarda municipal foi acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por matar três pessoas e ferir outras três, em abril deste ano.
A denúncia da promotoria aborda 12 fatos criminosos praticados pelo guarda, entre eles estão: dois homicídios e um feminicídio, quando a morte está relacionada com violência doméstica ou quando envolve menosprezo contra a mulher.
Na ação, os advogados Marcelo Camargo de Souza e Jhean Alípio da Silva pedem, entre outros itens, pensão mensal vitalícia para a viúva de Valdir Siena e o pagamento de despesas médicas da família, que somam mais de R$ 1,5 mil.
A defesa de Felippe disse que ele não foi citado e não sabe quais os fundamentos da ação. Contudo, afirma esperar que a responsabilidade da prefeitura seja apurada. O advogado disse também que aguarda um teste de sanidade para verificar a capacidade de decisão do guarda municipal.
A Prefeitura de Londrina informou ao G1 que a Procuradoria-Geral do município só vai se manifestar nos autos.
Outra ação
A família da outra vítima fatal também entrou na Justiça pedindo uma indenização à prefeitura, no valor de R$ 4 milhões.
Além da indenização, a família pede para que a administração municipal seja condenada a pagar pensão mensal de quase R$ 17 mil, que corresponde ao valor que a vítima ganhava por mês.
O crime
Felippe foi preso dia 4 de abril em Maracaí, no interior de São Paulo, após a suspeita de matar o filho de uma ex-namorada e a sócia da atual companheira. O pai da ex-namorada foi baleado no mesmo dia e faleceu no hospital, sete dias depois. A mãe e o avô da ex-companheira também foram belados, mas sobreviveram.
Com base nos relatos de 16 testemunhas, o delegado Manoel Pelisson, da Delegacia de Homicídio de Londrina, concluiu que os crimes foram motivados pelas denúncias de agressão formalizadas pelas duas mulheres.
O advogado do guarda alega que o acusado sofre de problemas psicológicos e que, nesta semana, está passando por exames no Complexo Médico-Penal, na região metropolitana de Curitiba.
Fonte: G1


