quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Ex-gerente desviou R$ 10 milhões do Banco do Brasil por 5 anos com ajuda de um contador

Ex-gerente desviou R$ 10 milhões do Banco do Brasil por 5 anos com ajuda de um contador

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Delegado Matheus Layola da DFR – Foto: Banda B

O ex-gerente do Banco do Brasil Luiz Eduardo Cardoso foi preso em casa, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (17), acusado de ser o principal responsável pelo desvio de R$ 10,5 milhões do banco por meio de fraude. Também foi detido em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, o contador Joilson Gomes Pires que, segundo a polícia, ajudou o ex-gerente a roubar o banco por dois anos. Cardoso trabalhou no BB por 17 anos e foi demitido quando a instituição encontrou indícios de fraude.

Os dois foram presos junto com mais três pessoas dentro da Operação Sangria, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Civil do Paraná. Outras duas pessoas estão sendo procuradas. Ao todo, estão sendo cumpridos hoje 54 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária, outros sete de condução coercitiva, cinco de arresto, 19 de busca e apreensão e 16 bloqueios de contas bancárias. Há mandados em Goiás, em São Paulo e em Brasília, além de Curitiba e Região Metropolitana. O esquema envolvia também sete empresas.

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Uma das pessoas presas na Operação Sangria – Foto: PC/PR

De acordo com o delegado da Polícia Civil Matheus Layola, o desfalque foi milionário. “O contador abria contas bancárias sem o conhecimento dos donos das empresas e com documentos falsos. Com estes dados, ele repassava para o gerente geral que, por sua vez, realizava empréstimos financeiros e antecipações de títulos. Grandes créditos que nunca eram pagos. O prejuízo ficava inteiramente com o banco”, afirmou.

Segundo a polícia, o ex-gerente do Banco do Brasil chegou a alterar o cadastro de empresários no sistema do banco, sem que os mesmos soubessem, para que as transferências bancárias fossem realizadas. Estes recursos eram transferidos, posteriormente, para contas de empresas envolvidas com a quadrilha.

Os crimes foram cometidos entre 2015 e 2016. Segundo o delegado, assim que o ex-gerente foi demitido, o banco procurou a polícia e as investigações começaram. “Assim que começamos a ouvir empresários, o contador, inclusive, chegou a oferecer R$ 50 mil para uma das testemunhas para que não o implicasse, logo depois, conseguimos os mandados de prisão”, afirmou o delegado.

O contador era responsável pela contabilidade de todas as empresas envolvidas. “Alguns sócios sabiam do esquema, outros não. As empresas eram usadas para lavar o dinheiro dos empréstimos, que nunca eram pagos”, completou.

A investigação durou cerca de um ano. A agência em que o ex-gerente atuava fica no Centro de Curitiba

Por meio de nota, o Banco do Brasil informou que “após identificar indícios de irregularidades, concluiu investigações da Auditoria Interna que resultaram na demissão por justa causa de um funcionário, em junho de 2016, e na apresentação de notícia crime à polícia”. O banco informou ainda que seguirá colaborando com as investigações policiais para que todos os fatos sejam esclarecidos.

Fonte: Banda B

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