sexta-feira, 18 setembro 2026
UMUARAMA/PR

eis meses após depredação, Delegacia de Umuarama continua sem previsão de reformas

eis meses após depredação, Delegacia de Umuarama continua sem previsão de reformas

Prédio foi alvo de vandalismo em setembro de 2017, depois da prisão do homem suspeito de matar de menina de 6 anos. Governo prometeu que obras começariam em outubro do ano passado.

A Delegacia de Umuarama, no noroeste do Paraná, foi depredada há seis meses. O prédio foi alvo de vandalismo no dia 27 de setembro de 2017, depois da notícia da prisão do homem suspeito de matar a menina Tábata Rosa, de 6 anos.

As janelas da delegacia ainda estão fechadas com tapumes. Os vidros não foram instalados e o telhado de salas também não foi reformado.

Depois da depredação, o atendimento à população foi suspenso por cerca de um mês. Dias após o vandalismo, o governador Beto Richa (PMDB) prometeu que a reforma do prédio começaria ainda em outubro de 2017.

“Está tudo pronto para iniciar a reconstrução dessa delegacia em regime de emergência. Vencidos os trâmites burocráticos, as obras devem começar o mais rápido possível. Esse mês ainda”, disse o governador em 6 de outubro de 2017.

Apesar da promessa, a reforma não começou. Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil Osnildo Carneiro Lemes, poucos reparos emergenciais foram feitos para que o atendimento aos moradores fosse retomado.

“Reformamos as coisas mais emergenciais. Por exemplo, os vidros da sala do delegado, do gabinete, do plantão. A porta de vidro que dá acesso ao prédio foi trocada com recursos da prefeitura e do conselho municipal de segurança”, explicou o delegado.

A Polícia Civil acredita que a instalação dos vidros e a reforma do telhado gastaria cerca de R$50 mil, orçamento que foi encaminhado à Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR).

Além da delegacia, a cadeia pública também precisa de reformas. É que durante o vandalismo, presos aproveitaram o tumulto e começaram uma rebelião. O motim destruiu uma das duas galerias da cadeia.

A galeria danificada pelos presos foi desativada, e 125 foram transferidos para a Penitenciária de Cruzeiro do Oeste, também no noroeste.

No entanto, em seis meses mais pessoas foram presas. Como uma galeria segue fechada, 183 presos estão em uma cadeia superlotada. A capacidade é para 75.

“Temos basicamente a mesma população carcerária que tínhamos antes do vandalismo, só que agora só temos uma galeria”, explicou Lemes.

A Polícia Civil também aguarda o repasse de mais viaturas. Dos seis carros destruídos na época, apenas três veículos foram repostos. Para o delegado-chefe de Umuarama, isso prejudica o trabalho de investigação da polícia.

“Os meios que nós temos para investigar são viaturas descaracterizadas. Infelizmente, naquele episódio, praticamente todas as viaturas foram danificadas. Houve a reposição somente da metade do que foi destruído. Pessoal está se revezando para dar conta do recado”, finaliza o delegado-chefe de Umuarama.

A Sesp-PR informou que o processo de reforma está em andamento na Paraná Edificações. O órgão disse ainda que alguns reparos na parte estrutural da delegacia, como novas portas e vidros, foram feitos com dinheiro do Fundo Rotativo da Polícia Civil do Paraná.

Relembre o caso Tábata

Tabata Fabiana Crespilho da Rosa, de 6 anos, foi morta após desaparecer no dia 26 de setembro de 2017. No dia seguinte, o suspeito foi preso.

Conforme o inquérito da Polícia Civil, o suspeito agiu sozinho e deve responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Após o protesto dos moradores, ele foi transferido para Curitiba.

Um laudo divulgado na última terça-feira (3) confirmou que a menina sofreu violência sexual antes de ser morta por enforcamento.

(G1)



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