quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Após um ano do desaparecimento de garoto em Telêmaco Borba, caso continua sem solução

Após um ano do desaparecimento de garoto em Telêmaco Borba, caso continua sem solução

Segundo o delegado Nilson Rodrigues da Silva, não existe uma linha concreta de investigação e nem informação sobre o paradeiro da criança – que tinha dois anos e nove meses quando sumiu.

az um ano que o menino Luiz Felipe desapareceu em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais do Paraná, e o caso continua sem solução.

Ele brincava em frente de casa quando sumiu. Na época, o garoto tinha dois anos e nove meses. Até hoje, ninguém foi preso.

A família de Luiz Felipe mudou de endereço, não mora mais no mesmo local. Mas, as lembranças do garoto continuam presentes. Os pais contam que sonham com ele desde o dia do desaparecimento.

“Tem sonho que eu vejo ele, que tô com ele nos meus braços. Ainda pergunto pra ele: ‘quem tá com você, filho?'”, disse Rodrigo Machado, pai de Luiz Felipe.

O menino morava com os pais e duas irmãs. No momento em que Luiz Felipe desapareceu, a mãe estendia roupas no varal. Já o pai tinha saído de moto. Ninguém sabe explicar o que aconteceu.

As buscas começaram naquele mesmo dia e nunca foram interrompidas.

A polícia não tem dúvida de que alguém pegou Luiz Felipe, pois, como era muito pequeno, não teria ido para muito longe se estivesse sozinho. Porém, a autoria e a motivação são desconhecidas.

Segundo o delegado Nilson Rodrigues da Silva, não existe uma linha concreta de investigação e nem informação sobre o paradeiro da criança.

“A polícia em momento algum deixou de investigar esse fato – tanto nós como o Sicride [Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas]. É uma preocupação geral para dar realmente uma solução, uma satisfação para essa família”, disse o delegado.

Além da polícia, pessoas mais próximas da família continuam ajudando nas buscas. “Uma das coisas que me cobro hoje de não ter encontrado ele ainda, porque cada vez que chegava em casa, eu tenho uma filha, é onde eu desabava”, relatou Klécius Silva, amigo da família.

“Com esse tempo, um ano, as coisas vão se dificultando. Isso que a gente pede para Deus: o maior sonho do momento é ter o nosso filho de volta”, afirmou a mãe de Luiz Felipe, Lucimara Machado.

Uma equipe do Sicride está em Telêmaco Borba para colher novos depoimentos da família e de amigos.

Se alguém tiver alguma informação, deve procurar a Polícia Civil.

(G1)



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