O ex-governador do Paraná, Beto Richa, foi preso pela terceira vez na manhã desta terça-feira (19). A prisão foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, Gaeco, do Ministério Público do Paraná. O tucano chegou à sede do Gaeco, no bairro Ahú, por volta das 10 horas. Ele estava em uma caminhonete Frontier preta, que entrou no pátio em alta velocidade, inclusive batendo no portão de ferro.
Ninguém falou com a imprensa na chegada. Uma entrevista coletiva do MP-PR está marcada ainda para esta manhã.
Richa foi preso em casa, no Mossunguê, em Curitiba, por volta das 6 horas. Também foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, que seria o operador financeiro de Beto Richa.
A prisão foi feita pelo coordenador do Gaeco Leonir Batisti e mais quatro policiais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador e também em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.
A prisão de Richa é em razão da Operação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do estado.
Segundo o Ministério Público, as fraudes foram cometidas em aditivos de obras fechados com a Construtora Valor, autorizados pela administração pública.


