quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Justiça condena braço direito de Beto Richa por propina da Odebrecht

Justiça condena braço direito de Beto Richa por propina da Odebrecht

Ainda foram condenados, o operador financeiro do grupo político que comandava o estado do Paraná, executivos e funcionários do Grupo Odebrecht,

Foi proferida, nesta quarta-feira (22), a primeira sentença no caso Piloto. O Juiz Federal Substituto da 23ª Vara Federal de Curitiba decidiu que foi comprovado o pagamento de propina pela Odebrecht que favoreceu integrantes do governo de Carlos Alberto Richa (o Beto Richa). Na sentença, o juiz julgou parcialmente procedente as acusações feitas pela força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná em 2018.

70f2e3ab a9c3 4240 8615 76b49a854783
O ex-chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo foi condenado à pena de 10 anos e 5 meses. (Foto:Eduardo Matysiak)

O ex-chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo foi condenado à pena de 10 anos e 5 meses de regime inicial fechado pela prática dos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, além de pagamento de multa.

Já o empresário Jorge Theodócio Atherino, operador financeiro do grupo político que comandava o estado do Paraná, também foi condenado pela prática do crime de corrupção passiva. O juiz aplicou para Atherino a pena de 4 anos, 9 meses e 15 dias, para cumprimento em regime inicial semiaberto, além de pagamento de multa. Ambos foram absolvidos das imputações do crime de lavagem de dinheiro.

Ainda foram condenados executivos e funcionários do Grupo Odebrecht, denunciados pelo MPF/PR e considerando a colaboração no caso. As partes foram intimadas da sentença, quando poderão apresentar recursos.
O ex-governador é réu em outra ação penal, que ainda está em tramitação.

Histórico – A corrupção no governo do Paraná foi investigada na 53ª fase da Lava Jato. Na ocasião, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, além de diversos mandados de busca e apreensão no Paraná, em São Paulo e na Bahia. O objetivo é aprofundar as investigações sobre a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação referentes à duplicação da PR-323, favorecendo a empresa Odebrecht.

E em 5 de setembro de 2018, a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná denunciou 11 pessoas pelos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. As provas que embasam a acusação revelaram o pagamento de propinas pela Odebrecht para obter favores ilegais relacionados à Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá, durante o ano de 2014, cujo valor era de R$ 7,2 bilhões.

Entre os denunciados, estão o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como “operador” (intermediário que gerenciava as propinas) do ex-governador Carlos Alberto Richa (Beto Richa), e o ex-chefe de gabinete deste último, Deonilson Roldo; além de Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Benedicto Barbosa da Silva Junior, Fernando Migliacchio da Silva, Luciano Riberiro Pizzatto, Luiz Antônio Bueno Junior, Luiz Eduardo Soares, Maria Lucia Tavares, Olívio Rodrigues Junior e Álvaro José Galliez Novis.
Confira a íntegra da sentença – Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV.

Confira a íntegra da sentença – Parte IParte IIParte IIIParte IV



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Homem morre após ser esfaqueado pela filha de 14 anos, em Umuarama

Um homem de 50 anos morreu na tarde desta segunda-feira (13) após ser esfaqueado durante...

Mulher encontrada morta com o filho no Paraguai era servidora da Saúde de Umuarama

A mulher encontrada morta ao lado do filho nesta terça-feira (15), no Paraguai, próximo à...

Viraliza vídeo de suposto ato sexual entre alunos dentro da sala de aula em colégio de Curitiba

Um vídeo que mostra dois estudantes durante um suposto ato sexual dentro de uma sala de...

Notícias Relacionadas