O paciente com suspeitas de infecção pelo novo coronavírus que agrediu um médico na quarta-feira (8), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sítio Cercado, em Curitiba, não testou positivo para a doença. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (10) pela delegada Aline Manzato, da Delegacia de Crimes contra a Saúde (Decrisa).
Por não querer ser transferido para o hospital, o homem de 40 anos arrancou o acesso venoso e deu um soco no médico Igor Kazuo. Com o braço ensanguentado, ele espirrou sangue na direção da equipe médica, que estava apenas de máscara e cuspiu na equipe que tentava contê-lo.
De acordo com a delegada, o paciente irá responder por lesão corporal dolosa e por ter infringido determinação do Poder Público, destinada a impedir a propagação de doença contagiosa.
“Ele assinou um Termo Circunstanciado e vai responder ao processo no Juizado Criminal. Ele agrediu o médico, cuspir e tentou morder as pessoas. Se estivesse com o vírus, poderia ser indiciado por outros crimes”, afirmou a delegada.
O homem foi levado à força para o Hospital Evangélico, fez o teste e já foi liberado. Em depoimento, ele disse que ficou nervoso porque iria se mudar neste sábado.
“Ele falou que ficou nervoso ao saber da transferência por ter programada uma mudança de casa neste sábado”, completou a delegada.
Se condenado, a pena por ter infringido determinação do Poder Público é de um mês a um ano, além de multa. Já a de lesão corporal é de dois meses a um ano.
Fonte: Banda B


