O Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas VIGIA está completando um anos nesta quarta-feira (15), o que resultou em um prejuízo estimado de R$ 750 milhões ao crime organizado que atua na região de fronteira.
A ação também evitou um rombo de R$ 250 milhões aos cofres públicos referente no que deixaria de ser arrecadado em impostos com o contrabando de cigarros. O resultado é do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas, VIGIA, que está completando um ano. Este é um dos projetos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater o crime organizado como explica o coordenador geral de fronteiras do Ministério Público e Segurança Pública Eduardo Bettini“. É a primeira vez, por exemplo, que o Brasil conta com um programa de fronteira de tamanha magnitude, com números tão expressivos. A Hórus é a nossa operação piloto, e ela nos deu uma nova visão no que é possível fazer na fronteira”.
“Trabalhamos há um ano com o mesmo objetivo, reduzir a vitalidade financeira das organizações criminosas. Este é o nosso objetivo”, destacou Bettini.
Hoje, a Operação Hórus, do Programa VIGIA, está presente no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins e Goiás. Até o início de abril deste ano, foram apreendidas mais 120 toneladas de drogas, cerca de 50 milhões de maços de cigarros contrabandeados e mais de 130 embarcações roubadas, além disso, 1350 veículos roubados, foram recuperados.
“ O Programa VIGIA, é formado por uma tríade que são as operações Hórus, as ações da capacitação e a aquisição de equipamentos e sistemas, além disso, no âmbito do programa, nós possuímos três princípios que são, a simplicidade, o foco no resultado e o comprometimento. O trabalho cooperativo integrado com união de propósito e a troca de conhecimento marcam as duas estratégias”, explica o coordenador.
Outra característica essencial do VIGIA. é a atuação integrada entre instituições que atuam na fronteira e agentes de segurança. Atualmente, o programa conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar (BPFRON), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Instituto Nacional do Meio Ambiente (IBAMA), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.
Eduardo Bettini ressalta a importância da rede anticrime, “São mais de 1.500 agentes de segurança pública, federais e estaduais, além de órgão de fiscalização e controle, e da Defesa, todos envolvidos no controle do Programa VIGIA. Nós unimos as principais instituições de segurança do país. Neste mês que completa um ano do programa, a integração e a cooperação se ampliam com o apoio da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, assim como o contrabando e o crime transfronteiriço, que tem por hábito se reinventar, o Programa VIGIA. também se reinventa, e assim enfraquece e fragmenta as organizações criminosas”.
A Operação Hórus também combate o novo coronavírus, desde março, os agentes de segurança realizam barreiras sanitárias em 17 cidades fronteiriças com restrições de entrada no país, reforçando ações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).



