sexta-feira, 18 setembro 2026
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Pai acusado de matar filho de 2 anos afogado em bacia para se vingar da ex vai a júri popular

Pai acusado de matar filho de 2 anos afogado em bacia para se vingar da ex vai a júri popular

Julgamento deve ocorrer na segunda quinzena de junho, em Campo Grande (MS), caso não haja recurso e esteja cessada a pandemia de covid-19

A Justiça de Mato Grosso do Sul mandou a júri popular Evaldo Christyan Dias Zenteno, 22 anos, acusado de matar o filho de 2 anos afogado em uma bacia, em Campo Grande, em 19 de setembro de 2019. Ele foi preso no mesmo dia e segue na cadeia.

Conforme a sentença de pronúncia, Evaldo responde por homicídio qualificado pelo motivo torpe, porque quis se vingar da mãe da criança devido ao fim do relacionamento com ele; pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, pois teria afogado o filho enquanto este ainda dormia; e ainda pelo emprego do meio cruel, a asfixia.

O julgamento está previsto para ocorrer na segunda quinzena de junho, mas pode ser adiado caso haja recurso da defesa do acusado ou ainda não tiver cessado as medidas de controle da pandemia de covid-19.

A defesa do acusado reservou o direito de expor a tese de desclassificação para homicídio culposo pela imprudência de forma mais aprofundada perante os jurados.

Já sobre a tentativa de homicídio também em relação ao filho, que teria ocorrido uma semana antes da morte, o Ministério Público Estadual pediu a impronúncia e o juiz Aluízio Pereira dos Santos acatou, alegando falta de indícios de crime e sim, de que houve acidente enquanto Evaldo brincava com a criança.

Crime

Evaldo matou o filho quando este passava uns dias com ele, na capital. O menino morava com a mãe, em Aquidauana.

O vendedor foi interrogado pela Justiça em 10 de março, respondeu a todas às perguntas e disse estar arrependido. “Arrependido de ter deixado ele se afogar”.

“Eu ia dar banho nele. Eu peguei ele e coloquei na bacia, como ele gostava de tomar banho.Ele estava meio dormindo, sonolento. Eu falei, acorda Miguel, acorda. Ele não acordou. Eu coloquei ele na bacia. Eu deixei ele lá para acordar”, contou Evaldo à Justiça.

Segundo o acusado, ele colocou Miguel Henrique dos Reis Zenteno ainda dormindo, de roupa na bacia cheia de água “até a ponta”, com as pernas de fora. “Ele começou a se debater e eu não ajudei. Eu deixei ele lá dentro. […] Fui para sala mexer no celular. […] Eu deixei ele lá se afogando”.

Fonte: G1



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