A Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, atinge em cheio os pulmões, o que afeta na recuperação dos pacientes. Em Maringá, um jovem de 19 anos teve um pulmão artificial para ajudá-lo a vencer a batalha.
O equipamento foi uma segurança para o paciente e também para os médicos, pois permitiu que o rapaz conseguisse melhorar sem que o pulmão natural se comprometesse totalmente, de acordo com o médico Jair Biatto.
“A máquina foi instalada em um sábado e retirada após sete dias. O próximo passo é retirar o ventilador mecânico, para que o paciente possa respirar sozinho”, explicou o médico.
Chamado de pulmão artificial, o equipamento na verdade é uma máquina semelhante a de hemodiálise. Serve para os casos mais graves, em que o pulmão e o respirador não conseguem oxigenar tudo que o paciente precisa.
“Funciona como uma máquina de hemodiálise, que recebe o sangue e devolve ao paciente, e dessa forma conseguimos e deixar a pessoa mais estável e o pulmão numa condição mais tranquila, com menos stress do ventilador mecânico”.
Segundo o médico, a máquina permite que o doente possa melhorar e diminuir os efeitos no pulmão comprometido. “Faz com que o doente vá melhorando aos poucos o pulmão, até que consigamos tirar essa máquina”, detalhou Jair Biatto.
Apesar de ter sido usada e ter surtido efeito positivo no jovem paciente com Covid-19, o médico destaca que nem todos os casos podem usá-la. “Não são todos os doentes que podem. São pessoas jovens, com doença de início rápido, atendimento rápido, e que a máquina possa ajudar a melhorar e a ficar vivo”.
Divulgação: G1 Paraná


