Rosangelo Romanele Delfim, 33 anos, foi condenado a mais de 58 anos de prisão em regime fechado pelo envolvimento no assassinato do policial militar do BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira), Tiago da Silva Rego, e outras quatro acusações. O julgamento que durou 19 horas, começou na manhã de sexta-feira (04), no Fórum de Altônia e terminou às 4h35 da manhã de sábado (06).
Foram 2 anos e 10 meses pelo crime de ocultação de cadáver, 1 ano e 10 meses pela formação de quadrilha e bando armado, 22 anos pela morte do policial Tiago da Silva Rego caracterizado por homícidio triplamente qualificado, 16 anos pela tentativa triplamente qualificada de um policial e 18 anos e seis meses pela tentativa de homicídio do outro policial.
O Ministério Público pediu a condenação do reú por cinco crimes: homicídio consumado triplamente qualificado, dois homicídios tentados, duas destruições de cadáveres, associação criminosa armada e receptação. Desses, Delfim foi absolvido apenas do crime de receptação.
O advogado de defesa do condenado, Luciano Gaioski, informou à reportagem que irá recorrer da decisão do júri. “A condenação foi realizada para cada um dos delitos, de homicídio e tentativa de homicídio. Porém, a Lei diz no art. 71 que quando a execução ocorre no mesmo tempo, lugar, maneira, deve-se aplicar a pena do mais grave e depois aumentado a pena de um a dois terços. Este é o entendimento jurisprudencial. A pena poderá ser reduzida para cerca de 32 anos, em relação ao homicídio e tentativa”, explicou.
Vários policiais acompanharam o julgamento.
RELEMBRE O CASO
O Soldado Tiago morreu enquanto realizava uma averiguação de denúncias com dois companheiros em uma viatura descaracterizada em Altônia na madrugada do dia 26 de setembro de 2017. Eles foram surpreendidos por criminosos fortemente armados que efetuaram rajadas de fuzil contra a viatura.
Tiago foi alvejado na cabeça e morreu no local. Os policiais revidaram, porém os criminosos conseguiram fugir.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Altônia os criminosos possivelmente atiraram após perceberem que se tratava de policiais militares, pois na carroceria da pick-up em que estavam, havia dois corpos e para se livrarem da prisão, entraram em confronto com os policiais.


