O servidor Adilson Souza Brito, o Brito da Saúde, foi condenado pela Vara da Fazenda Pública da comarca de Goioerê pelo crime de improbidade administrativa, que gerou dano ao município. A sentença da juíza Lívia Simonin Scantamburlo tornou-se pública na última segunda-feira (8/7).
Com a decisão, Brito da Saúde tem os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos, o que o impossibilita de concorrer a qualquer cargo eletivo neste período. Brito da Saúde, que chegou a ser anunciado como vice na chapa do pré-candidato a prefeito Pedro Coelho, também terá que ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos causados.
A ação do combativo Ministério Público do Paraná se deu após apontamento do Observatório Social, que denunciou irregularidades de diversos empenhos emitidos pela então servidora ocupante do cargo de provimento em comissão Karen Langbein Carvalho, entre os anos de 2009 e 2016. Brito da Saúde, de acordo com a justiça, era um dos beneficiários do esquema.
O ato ilegal consistia na emissão de cheque da Prefeitura, que era sacado diretamente no banco. O dinheiro, então, ia para um cofre da Secretaria da Fazenda, para que fosse utilizado pelos beneficiários como bem quisessem, de acordo com a decisão judicial.
O método também era utilizado por Adilson Souza de Brito, servidor da Secretaria de Saúde. No caso de Brito, o dinheiro era depositado diretamente em sua conta bancária, para gastá-lo livremente, sem nenhum controle.
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