A Justiça do DF deu prazo de 20 dias para que o governo explique gastos internacionais com viagens da primeira dama, Janja Lula da Silva. A decisão é do juiz Leonardo Tavares Saraiva, da 9ª Vara Federal Cível do DF, atendendo a uma solicitação do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini. O magistrado, no entanto, negou o pedido de liminar para que o governo parasse de pagar qualquer despesa internacional com Janja.
Na ação, o vereador e o advogado narram que desde fevereiro de 2024, a Primeira-Dama tem realizado viagens internacionais, acompanhando delegações oficiais do Governo
brasileiro ou desacompanhada do chefe de estado. Alegam ainda que as viagens foram autorizadas por decretos presidenciais publicados no Diário Oficial da União e as despesas são custeadas total ou parcialmente pelo Tesouro Nacional, em desacordo com a legislação vigente.
Eles destacam viagens de Janja a Nova Iorque, Roma, Japão e Rússia e queriam a suspensão dos pagamentos para as viagens de Janja. O juiz, no entanto, disse que sem o contraditório não é possível impedir o pagamento das viagens de Janja. Ele deu prazo então de 20 dias para o governo explicar os gastos.


