Nesta sexta-feira (25), aconteceu o último dia da 6ª edição do Parlamento Universitário (PU), que contou com a 3ª Sessão Ordinária – em que foram finalizadas as votações dos Projetos de Lei (PL) propostos pelos parlamentares. Anterior ao momento de decisão do Plenário quanto aos projetos, os deputados que dispunham ou não de propostas a serem votadas, discursaram – utilizando o tempo disponibilizado pelo chamado “pequeno expediente”, com duração de dois minutos no PU – à Casa de Leis em defesa de suas convicções, compartilhando vivências pessoais e destacando pautas a serem discutidas, que incluem educação, esporte, segurança pública, proteção à infância e finanças.
Dentre os relatos, a deputada Roberta Colácio (UEL) comenta o silenciamento de vozes femininas – cometido por homens – em espaços políticos e dentro do Plenário, expondo o episódio em que foi acusada de corrupção ao apresentar voto contrário a um PL. “A nossa Aliança não é um curral eleitoral. Não construímos nossa base para controlar votos, mas para garantir que cada parlamentar tenha liberdade política para votar com responsabilidade, com base em princípios e não em conveniência”, apontou a deputada. Colácio foi mais uma vez interrompida antes mesmo de finalizar o seu discurso.
Em outro relato, o suplente Gustavo Fontollan (UEPG), tratou sobre o abuso sexual e violação do direito à infância, fomentando a urgência de um olhar mais atento do Parlamento quanto a casos do gênero. Ao citar manchetes que noticiam episódios de violência contra crianças, o deputado reforça a frequência de acontecimentos do tipo em ambientes escolares, por exemplo. “Esse discurso não é político, não é ideológico, esse discurso é urgente. […] Por Maria, por Paulo, por Gustavo, por Lucas. Nós não somos só um número”, disse Fontollan.

Sob nova perspectiva, em seu discurso, a deputada Maria Lipienski (UNIBRASIL) se mobilizou em defesa da liberação do porte de armas, alegando que esta “não é e não pode ser confundida com violência”. Ela acrescenta que o debate sobre o tema considera a segurança dos cidadãos e não desvaloriza o trabalho dos agentes da Polícia Militar do Paraná (PM/PR). Em resposta, a deputada Pollyana Sora (UFPR), nas disposições finais da sessão, questionou os posicionamentos favoráveis em relação ao tema: “Até quando essa Casa vai defender o porte e uso de armas sabendo que elas continuam sendo apontadas para corpos racializados, periféricos, indígenas e quilombolas?”, indagou.
