sexta-feira, 18 setembro 2026
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Megaoperação mobiliza 210 policiais contra quadrilha que teria furtado 2 mil cabeças de gado

Megaoperação mobiliza 210 policiais contra quadrilha que teria furtado 2 mil cabeças de gado

Operação Pasto Seguro cumpre 64 mandados em 16 cidades contra esquema que, segundo a investigação, causou prejuízo superior a R$ 10 milhões

Uma ofensiva de grandes proporções mobilizou pelo menos 210 policiais civis e militares hoje (quarta-feira, 9) para atingir uma organização criminosa investigada por transformar o furto de gado em um esquema profissional no Paraná. Com helicópteros, cães de faro e equipes espalhadas por 16 municípios, a Operação Pasto Seguro saiu às ruas para cumprir 64 mandados judiciais contra suspeitos de integrar uma rede que teria provocado prejuízos milionários aos produtores rurais.

A ação é resultado de aproximadamente dez meses de investigação conduzida pela Delegacia de Alto Paraná e conta também com a participação da Polícia Civil de Cianorte. Entre as 64 ordens judiciais estão 43 mandados de busca e apreensão.

As equipes foram mobilizadas em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

A investigação começou depois de um crime que chamou a atenção das autoridades: 29 cabeças de gado foram furtadas em Alto Paraná, em 13 de agosto de 2025. A partir daquele episódio, as diligências começaram a revelar algo muito maior.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores chegaram a uma estrutura criminosa profissionalizada e hierarquizada, formada por aproximadamente 40 pessoas. Cada integrante teria uma função dentro da engrenagem.

Havia, conforme a apuração, suspeitos responsáveis pelo reconhecimento antecipado das propriedades rurais, outros pela execução dos furtos e integrantes encarregados do transporte e apoio logístico. A investigação também aponta suspeitas de fraude documental, adulteração da identificação dos animais e escoamento do gado furtado para receptadores e leilões.

As apurações indicam ainda que as ações criminosas teriam começado em 2019. Desde então, mais de 2 mil cabeças de gado teriam sido furtadas. Somente no Noroeste do Paraná, o prejuízo acumulado pelos produtores rurais ultrapassaria R$ 10 milhões.

Durante o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, policiais apreenderam armas, munições e equipamentos que seriam utilizados para remarcar os animais, além de outros materiais que deverão ser analisados durante a continuidade da investigação.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual atribuída pela investigação, por organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas, adulteração de sinal identificador de veículo e crimes contra a saúde pública.

A operação busca agora desmontar uma estrutura que, segundo a polícia, durante anos teria levado não apenas animais das propriedades, mas também milhões de reais do trabalho de produtores rurais do Paraná.

 



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